A Lei Vini Jr., apelido dado à regra que permite cartão vermelho para jogador que cobre a boca em confronto com adversário, foi aplicada pela primeira vez na Copa do Mundo. Miguel Almirón, do Paraguai, foi expulso contra a Turquia após discussão com Mert Müldür.
O lance aconteceu nos acréscimos do primeiro tempo, quando o Paraguai já vencia por 1 a 0. Almirón tapou a boca enquanto falava com o defensor turco, que reclamou imediatamente com a arbitragem. O árbitro Iván Barton revisou a jogada no VAR e mostrou o cartão vermelho direto ao meia paraguaio.
A regra foi aprovada pela IFAB, órgão que define as leis do futebol, para tentar coibir ofensas discriminatórias em campo. A medida ganhou força depois de um episódio envolvendo Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni, do Benfica, em jogo contra o Real Madrid, quando o brasileiro acusou o adversário de ofensas enquanto ele cobria a boca com a camisa.
A punição não depende, necessariamente, da comprovação imediata do conteúdo da fala. O ponto central é o gesto em situação de confronto, porque ele impede a identificação clara do que foi dito. Conversas amistosas, segundo a orientação divulgada antes do Mundial, não entram na mesma interpretação.
Mesmo com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, o Paraguai segurou a vantagem construída no início, com gol de Matías Galarza aos 64 segundos, e venceu por 1 a 0. O resultado manteve os paraguaios vivos no Grupo D e eliminou a Turquia com uma rodada de antecedência.