STF julga acusação contra Eduardo Bolsonaro por coação em processo de tentativa de golpe

STF julga acusação contra Eduardo Bolsonaro por coação em processo de tentativa de golpe

Redação Alô Alô Bahia

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Agência Brasil

Publicado em 16/06/2026 às 09:14 / Leia em 3 minutos

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga, nesta terça-feira (16), se condena ou absolve o deputado cassado Eduardo Bolsonaro do crime de coação no curso do processo. O político está nos Estados Unidos e pode ficar inelegível em caso de condenação pela Corte.

A pena prevista para o delito varia de 1 a 4 anos de prisão e se aplica ao uso de violência ou de grave ameaça para favorecer interesse próprio ou de terceiros contra autoridades envolvidas no caso.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou a denúncia no mês de maio. O órgão acusa o ex-parlamentar de atuar junto ao governo Donald Trump, nos EUA, para criar um clima de instabilidade e de temor. O objetivo seria projetar e aplicar retaliações estrangeiras contra o Brasil e contra os ministros do tribunal para impedir a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro na investigação sobre a trama golpista.

O pedido de condenação ressalta a existência de um acervo documental robusto, reunindo postagens em redes sociais, entrevistas e trocas de mensagens com Jair Bolsonaro que indicam articulações internacionais para constranger a cúpula do Judiciário.

A acusação sustenta que as condutas criminosas resultaram em ameaças de sanções, com parte delas sendo efetivamente aplicadas após a mobilização de agentes norte-americanos.

O caso está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, responsável por abrir a votação no colegiado. Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, atual presidente da 1ª Turma, também participam da análise.

Não há limite de tempo para a apresentação dos votos e o resultado exige três manifestações favoráveis para a condenação ou para a absolvição. A expectativa nos bastidores da instituição aponta para uma condenação do investigado.

A Defensoria Pública da União solicitou a absolvição do político por falta de provas e classificou as atitudes não como um crime, mas como declarações protegidas pela liberdade de expressão, argumentando que o ex-deputado não possui poder de decisão sobre os atos soberanos do governo americano.

A defesa ainda pediu a anulação de todo o processo por apontar falhas processuais, questionando a participação de Moraes no julgamento e criticando a notificação feita de forma irregular por meio de edital.

Os defensores exigem o uso de uma carta rogatória devido à localização conhecida do acusado no exterior e alegam que a defesa ocorreu de forma meramente formal, sem contato com a versão ou com a orientação do defendido para garantir o contraditório efetivo.

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