O empate do Brasil com Marrocos por 1 a 1, no sábado (13), reforçou na imprensa internacional a imagem de uma Seleção ainda distante do controle esperado de uma candidata ao título. A leitura mais recorrente foi de um time salvo por Vinícius Júnior, mas cobrado por falta de consistência coletiva.
O The Guardian tratou a atuação brasileira como “lacklustre”, termo usado para definir um desempenho apagado. O jornal inglês destacou que Vinícius resgatou a equipe em uma noite difícil e apontou que o time de Carlo Ancelotti sofreu especialmente no meio-campo, onde Marrocos teve mais energia e organização durante boa parte do primeiro tempo.
A percepção também apareceu na Gazzetta dello Sport, um dos jornais esportivos mais tradicionais da Itália. O diário abriu sua análise com a pergunta “É só isso o Brasil?”, em tom de surpresa com a estreia pouco convincente. Para o veículo, a equipe só evitou um resultado pior porque Vini, em um lance de orgulho individual, encontrou o gol de empate ainda antes do intervalo.
Na França, o L’Équipe colocou Vinícius entre os destaques, mas também apontou desgaste em peças importantes do setor central. Em sua avaliação de “melhores e piores”, o jornal citou Casemiro como superado no duelo e valorizou o domínio de Ayyoub Bouaddi, de 18 anos, como símbolo de um meio-campo marroquino mais vivo que o brasileiro.
Na Espanha, o AS resumiu a partida com a ideia de “muito Vini, muito Marrocos”. A análise reconheceu a genialidade do camisa 7, mas tratou o empate como sinal de alerta para Ancelotti: o talento ofensivo apareceu, porém sem transformar a equipe em um bloco dominante, equilibrado e confiável.
A Reuters seguiu a mesma linha ao afirmar que Marrocos expôs falhas brasileiras em uma estreia marcada por erros e instabilidade. A agência destacou que as mudanças no segundo tempo deram mais ordem ao time, mas não apagaram a impressão deixada pela etapa inicial: a Seleção precisa evoluir rápido para que a dependência de lances individuais não vire o principal diagnóstico de sua Copa.