No dia em que estreia contra Marrocos na Copa do Mundo de 2026, o Brasil segue sendo tratado pela imprensa internacional como uma das principais potências do futebol mundial. Ao mesmo tempo, jornais europeus destacam a pressão sobre a equipe comandada por Carlo Ancelotti para encerrar um jejum de títulos que já dura 24 anos.
Na Espanha, o Diario AS apostou na tradição brasileira em estreias de Mundial. O jornal lembrou que a Seleção perdeu apenas duas vezes em 22 partidas inaugurais de Copa do Mundo e apontou o Brasil como favorito diante dos marroquinos, embora reconheça a força do adversário, semifinalista da edição anterior. A publicação também ressaltou a ausência de Neymar, que segue em recuperação de uma lesão na panturrilha e deve ficar fora da primeira partida.
Já o Marca preferiu direcionar os holofotes para o lado marroquino. O jornal destacou o meia Brahim Díaz, companheiro de Vinícius Júnior no Real Madrid, como a principal esperança dos Leões do Atlas. Segundo a publicação, o jogador chega ao torneio em grande fase e terá a oportunidade de se afirmar ainda mais no cenário internacional diante da Seleção Brasileira.
Na Inglaterra, o The Guardian concentrou sua análise em Carlo Ancelotti. Em reportagem publicada de Nova York, o veículo classificou o trabalho do treinador italiano como um dos maiores desafios do futebol atual: conduzir o Brasil de volta ao topo do mundo. O jornal traçou paralelos com a campanha do tetracampeonato de 1994, conquistado nos Estados Unidos, e destacou a pressão que acompanha a Seleção. A reportagem também repercutiu uma declaração do goleiro Alisson, que afirmou que comandar o Brasil pode significar enfrentar “mais pressão do que a de presidente do país”.
Para os ingleses, um dos principais trunfos da equipe está no equilíbrio entre a defesa experiente, liderada por Marquinhos e Gabriel Magalhães, e o ataque formado por nomes como Vinícius Júnior e Raphinha.
Na França, o L’Équipe adotou um tom mais cauteloso. O tradicional diário esportivo observou que, desta vez, o Brasil inicia a competição sem aparecer entre os principais favoritos ao título, algo incomum para a seleção mais vencedora da história das Copas. Ainda assim, o jornal avaliou que a chegada de Ancelotti e a expectativa pelo retorno de Neymar ajudaram a renovar a confiança dos torcedores. A publicação também destacou o discurso otimista dos jogadores, que mantêm a convicção de que o hexacampeonato é possível, apesar das dúvidas levantadas por parte dos analistas internacionais.