Mestres baianos levam capoeira e samba rural ao Festival QuilomBeat, em Alto Paraíso de Goiás

Mestres baianos levam capoeira e samba rural ao Festival QuilomBeat, em Alto Paraíso de Goiás

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação

Publicado em 02/06/2026 às 16:36 / Leia em 3 minutos

A cultura afro-brasileira, a música e a capoeira angola serão os pilares da primeira edição do Festival QuilomBeat, que acontece entre os dias 11 e 14 de junho no Povoado Quilombola do Moinho, em Alto Paraíso de Goiás (GO). Com programação gratuita e aberta ao público, o evento destaca a valorização da cultura negra e da resistência quilombola, reunindo artistas de diferentes estados e contando com participação de representantes da Bahia.

Entre os destaques da programação estão os mestres baianos Claudinho e Orikerê, que participarão da grande roda de capoeira no encerramento do festival, além da apresentação de Samba Rural dos Angoleiros, marcada para o terceiro dia do evento. Eles se juntam a convidados de São Paulo e Goiás em uma celebração que une tradição, arte e pertencimento.

O festival terá quatro dias consecutivos de atividades. A abertura, no dia 11, contará com apresentações de reggae, R&B e black music, reunindo Apoena Ferreira, Jocilaine Oliveira e os DJs Maoli e Wachuma. O discurso inaugural será feito pelo presidente da Associação Quilombola do Povoado do Moinho, Lucas Luiz Gomes.

“Ao englobar diferentes manifestações artísticas dentro do nosso próprio território, o festival mostra que a cultura preta não é uma coisa só, ela é múltipla, viva e se reinventa o tempo todo. Essa mistura fortalece a autoestima da comunidade, atrai públicos diferentes e mostra que o território quilombola é lugar de arte, de festa, de troca, e não só de sofrimento e saudade”, pontua o presidente.

Contramestre Orikerê, de São Félix (BA), é um dos participantes

No segundo dia, a programação será dedicada à capoeira dos Angoleiros do Sertão, conduzida pelo mestre Cláudio Costa, além da realização da segunda edição do Arraiá do Moinho, com quadrilha, fogueira, comidas típicas e muito forró. “A capoeira atua diretamente na preservação, manutenção e continuação do saber e do fazer ancestral. Com isso, o festival vem para trazer o protagonismo para dentro do território quilombola, fomentando a arte, o comércio e fazendo com que toda a comunidade esteja ligada a um espaço que preserva a memória enquanto cria o futuro”, ressalta o organizador do evento, Contramestre Minhoca.

O terceiro dia reunirá samba rural, Hip-Hop e a transmissão em telão da estreia do Brasil na Copa do Mundo FIFA 2026. As atrações incluem Samba Rural dos Angoleiros (BA), Dow Raiz, MC Marinho e Rapadura.  O encerramento será realizado na Praça do CAT, em Alto Paraíso de Goiás, com uma grande roda de capoeira e samba rural. Participam os mestres Claudinho e Orikerê, da Bahia, além dos mestres Xande e Tico, de São Paulo.

“O protagonismo preto forma artistas mais conscientes, públicos mais respeitosos e fortalece uma economia criativa que gira ali mesmo, no território. A gente deixa de ser objeto de pesquisa ou de ‘experiência exótica’ pra ser sujeito da nossa própria história, do nosso próprio beat. E isso, pra mim, é o verdadeiro sentido do QuilomBeat: bater no peito e dizer que a arte quilombola pulsa, resiste e ensina”, conclui Lucas Luiz Gomes. Mais informações: @festivalquilombeat.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia