Conheça a história do jovem de 17 que descobriu sitio arqueológico perdido na Bahia

Conheça a história do jovem de 17 que descobriu sitio arqueológico perdido na Bahia

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação

Publicado em 25/05/2026 às 13:01 / Leia em 2 minutos

Um estudante de 17 anos do Instituto Federal Baiano (IF Baiano) ajudou a revelar um novo sítio arqueológico no interior da Bahia após relatar a existência de pinturas rupestres em uma fazenda da zona rural de Xique-Xique. O caso aconteceu de maneira despretensiosa pelo garoto.

Identificado como Cassiano Santos da Conceição, morador da região, o adolescente levou a descoberta ao projeto Assuruá, iniciativa criada em 2025 para identificar e estudar vestígios arqueológicos no território baiano.

Segundo o estudante, o primeiro contato com o local aconteceu ainda na infância, durante visitas à fazenda Olhos d’Água com a família. “Bom, o meu primeiro vínculo com o sítio foi quando meu pai, que é morador da região, me levou com os meus irmãos para a fazenda Olhos d’água para tomar banho e conhecer as pinturas rupestres”, contou Cassiano ao relembrar o momento em que percebeu a importância histórica da área.

O relato chegou ao professor Romeu Leite, coordenador do projeto Assuruá no campus do IF Baiano em Xique-Xique. A partir das informações enviadas pelo aluno, pesquisadores organizaram uma expedição ao local no fim de abril. “Era uma região que nós desconhecíamos a existência de sítios arqueológicos dessa natureza”, afirmou o professor.

Durante a visita, pesquisadores e estudantes identificaram pinturas rupestres com grafismos, figuras humanas e representações de animais espalhadas pelas formações rochosas da fazenda. A professora Thaise Dias, integrante do projeto, relatou que a equipe encontrou também vestígios usados por povos originários.

“Nós encontramos um polidor, que é como se fosse uma bacia em um bloco de pedra, utilizado para fazer o polimento das pedras e transformar esse material em ferramenta lítica”, explicou.

Além do polidor, a expedição encontrou fragmentos de cerâmica e afloramentos rochosos da formação Tombador, que podem ter servido de abrigo para populações indígenas que viveram na região há centenas ou milhares de anos. Os pesquisadores acreditam que o conjunto arqueológico pode ampliar o entendimento sobre a ocupação humana no semiárido baiano.

 

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