Teatro Dona Canô, em Santo Amaro, pode ganhar reforma e gestão compartilhada com o Ifba

Teatro Dona Canô, em Santo Amaro, pode ganhar reforma e gestão compartilhada com o Ifba

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação/Teatro Dona Canô

Publicado em 22/05/2026 às 08:58 / Leia em 3 minutos

O deputado Hilton Coelho (PSOL) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), duas indicações ao governador Jerônimo Rodrigues voltadas à preservação e fortalecimento da cultura no Recôncavo baiano. As propostas defendem a reforma e modernização do Teatro Dona Canô, em Santo Amaro, além da criação de uma parceria de gestão compartilhada entre o equipamento cultural e o Instituto Federal da Bahia (Ifba-Campus Santo Amaro).

Segundo o parlamentar, a iniciativa busca garantir a preservação da memória cultural da região e ampliar o acesso da população à arte e à cultura. “Cultura não é mercadoria nem privilégio de elite. Cultura é direito do povo e instrumento de transformação social. Defender o Teatro Dona Canô é defender a história viva do Recôncavo baiano”, afirmou.

Hilton destacou a importância simbólica do espaço, que homenageia Dona Canô, mãe dos artistas Caetano Veloso e Maria Bethânia. “O Teatro Dona Canô é patrimônio cultural do povo baiano. É um espaço que carrega a força da música, do teatro, das religiões de matriz africana, da poesia e das manifestações populares do Recôncavo”, declarou.

De acordo com o deputado, o teatro precisa de investimentos estruturais para garantir acessibilidade, segurança, modernização técnica e ampliação das atividades culturais e educativas. “Não podemos aceitar o abandono de um espaço tão importante para a cultura baiana. Investir em cultura é investir em educação, inclusão social, geração de renda e fortalecimento da identidade do nosso povo”, disse.

Além da reforma, Hilton Coelho propõe uma parceria entre o Governo do Estado e o Ifba Campus Santo Amaro para ampliar o uso do espaço em atividades pedagógicas, artísticas e comunitárias. “A aproximação entre educação pública e produção cultural fortalece o território, democratiza o acesso às artes e cria oportunidades para a juventude. O Teatro Dona Canô precisa pulsar como centro permanente de formação, criação e resistência cultural”, destacou.

O parlamentar também criticou o histórico de desvalorização das políticas culturais no país. “Quando o Estado abandona a cultura, quem perde é o povo trabalhador, a juventude periférica, os artistas populares e as comunidades tradicionais. A cultura é um campo de disputa política e de afirmação da nossa soberania cultural”, pontuou.

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