A memória cultural de Salvador entre as décadas de 1910 e 1960 ganha destaque no livro COM MOTTA, A BAHIA ERA UMA FESTA, obra do escritor e memorialista Carlos Modesto que será lançada em 28 de maio, no Teatro Gregório de Matos, das 16h às 19h. O trabalho reúne registros sobre espaços históricos de lazer e apresenta a influência de Antenor Borges da Motta na formação da cena cultural baiana do século passado.
A publicação revisita a história de cinemas tradicionais da capital baiana, entre eles São João, Politeama, Guarany, São Jerônimo e Ideal Cinema, além de reconstruir a trajetória do emblemático Cinema Olympia.
No centro da narrativa está Antenor Borges da Motta, empresário português conhecido como Sr. Motta, que chegou à Bahia aos 35 anos em um período no qual a idade não representava perspectivas favoráveis para novos começos. Ainda assim, construiu uma carreira ligada ao setor de entretenimento e participou da criação de experiências culturais que permaneceram na memória da cidade por cinco décadas.
Entre as realizações atribuídas ao empresário está a criação do Ideal Cinema, apontado como a primeira casa de projeção de luxo da Bahia. Também fazem parte de sua trajetória o desenvolvimento do Cinema Olympia, a idealização do Cassino Savoy, a transformação do Cassino Tabaris em uma das mais conhecidas casas de espetáculo do Nordeste e a participação societária no cassino do Palace Hotel.
Além dos empreendimentos voltados ao entretenimento, o livro aborda aspectos da vida boêmia e das casas de prazer que fizeram parte da dinâmica urbana da antiga Salvador. O conjunto dessas histórias integra o conteúdo da obra COM MOTTA, A BAHIA ERA UMA FESTA, dedicada a leitores interessados na memória histórica da capital baiana.