O Bembé do Mercado, tradicional celebração do candomblé de rua realizada em Santo Amaro, no Recôncavo baiano, segue até domingo (17), reunindo rituais religiosos, manifestações culturais, rodas de conversa, palestras e oficinas. A festa, reconhecida como Patrimônio Imaterial da Bahia e Patrimônio Cultural do Brasil, também fortalece o afroturismo na região da Baía de Todos-os-Santos.
Considerado o maior candomblé de rua do mundo, o Bembé surgiu em 1889, um ano após a abolição da escravatura no Brasil. Na época, filhos e filhas de santo liderados por João de Obá realizaram um culto público sem autorização das autoridades locais, transformando a celebração em um símbolo de resistência do povo negro e preservação da cultura afro-brasileira.
“A cada edição, cresce o número de pessoas interessadas em conhecer de perto a riqueza da nossa cultura e da nossa ancestralidade”, afirmou o babakekerê Gerivaldo Caldas, do terreiro Ilê Axé Oju Onirê e vice-presidente do Bembé.
Durante os dias de programação, Santo Amaro recebe visitantes de diversas cidades do Recôncavo, além de turistas de outros estados e estrangeiros, impulsionando a ocupação hoteleira e o comércio local. Além dos rituais religiosos, a programação conta com apresentações do afoxé Filhos de Gandhy, do bloco afro Malê Debalê, da Filarmônica Filhos de Apolo e da manifestação quilombola Nego Fugido.
Em 2026, o Bembé do Mercado completa 137 anos de história.
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