O filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, teve parte de seu financiamento associada ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso sob suspeita de envolvimento em fraudes financeiras de grande escala. De acordo com o portal The Intercept, ele teria destinado R$ 61 milhões à produção após pedido do senador Flávio Bolsonaro.
Não há confirmação sobre o montante efetivamente utilizado no longa, que vem sendo alvo de denúncias relacionadas às condições de trabalho durante as filmagens.
Em dezembro, o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo esteve no set, em São Paulo, após receber relatos de figurantes e atores. Segundo informações publicadas por O Globo, trabalhadores denunciaram agressões, restrições ao uso de celular, limitações ao acesso ao banheiro, atrasos salariais e fornecimento de alimentos em condições inadequadas.
Relatos também indicam jornadas extensas. Um figurante afirmou que trabalharia por cerca de R$ 165 em um dia de gravação iniciado antes das 7h e encerrado à noite, com pagamento previsto semanas depois.
O trailer do filme também gerou controvérsia ao utilizar, sem autorização, a música “Survivor”, do grupo Destiny’s Child. A faixa é interpretada por Beyoncé, Kelly Rowland e Michelle Williams.
A equipe ligada à artista informou que medidas legais já foram iniciadas. “Obviamente a música foi utilizada sem autorização e as providências legais já estão sendo tomadas para que (o trailer) seja retirado o mais rápido possível”, declarou Anderson Nick, da Beygood.
Dirigido por Cyrus Nowrasteh e estrelado por Jim Caviezel, o filme começou a ser gravado em outubro do ano passado e tem estreia prevista para setembro.
A obra é baseada no texto “Capitão do Povo”, escrito por Mario Frias, e apresenta uma narrativa centrada no atentado sofrido por Bolsonaro em 2018, com adaptações ficcionais, incluindo a alteração do nome do autor do ataque.