Leandra Leal se revolta após fala de Juliano Cazarré: ‘Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade’

Leandra Leal se revolta após fala de Juliano Cazarré: ‘Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade’

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Com informações de Correio

Reprodução

Publicado em 14/05/2026 às 14:30 / Leia em 3 minutos

A atriz Leandra Leal usou as redes sociais na noite de quarta-feira (13) para se posicionar contra a disseminação de fake news e distorções de dados em programas de debate e entrevistas. O pronunciamento aconteceu após uma fala do ator Juliano Cazarré durante participação no programa “GloboNews Debate”, exibido na terça-feira (12).

Na atração, Cazarré comentou a repercussão de um evento organizado por ele com o objetivo de “fortalecer os homens enfraquecidos na atual sociedade”. Durante a conversa, o ator afirmou que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres” no Brasil, informação falsa. Registros oficiais do país mostram que, proporcionalmente, mais mulheres são mortas por seus parceiros do que o contrário.

Após a repercussão, Leandra publicou mensagens defendendo a necessidade de checagem de fatos em tempo real dentro de programas jornalísticos e debates televisionados. “Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade. Programas de debates e entrevistas não podem permitir que distorções de dados sejam usados para comprovar pontos de vista. A correção tem que vir na mesma velocidade da fala com checagem de fatos em tempo real”, postou a artista em seu perfil do X, o antigo Twitter.

“Mulheres matam mais homens do que homens matam mulheres? Não!!!! Mas essa mentira está sendo espalhada em grupos machistas- e foi dita por um ator na TV – usando dados distorcidos”, diz outra publicação compartilhada pela atriz.

Leandra também apareceu em vídeo para aprofundar o tema e defender uma postura mais ativa do jornalismo diante de informações falsas exibidas ao vivo. Ela afirmou que o combate à fake news precisa acontecer no momento em que a desinformação começa a ser divulgada.

“Como é que a gente vai lidar com a fake news? Como é que a gente vai combater a fake news? Eu acho que uma das coisas que a gente tem que fazer é interferir no momento que ela começa. Então, eu gostaria de pedir um comportamento do jornalismo brasileiro que é, sim, de interferir quando uma fake news está acontecendo, principalmente em programas de debate. Programa de debate é normal que uma pessoa apresente um dado para comprovar o seu ponto de vista, mas o jornalismo ele não pode permitir que sejam apresentados dados distorcidos, que não são reais, não são verdadeiros, para comprovar um ponto de vista”, começou.

“Então, eu gostaria de pedir que a partir de… gente, já era para ter, né? Assim, até em debate político até tem, checagem de fatos. Mas a gente ter checagem de fatos em programas de debate, porque é muito perigoso quando um dado distorcido é colocado dentro de um programa de TV e depois ele é replicado, amplificado pela internet e ele começa a ganhar uma roupagem de como se ele fosse verdadeiro. E não é. Fake news é fake news. Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade”, finalizou.

 

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