O Governo Federal lança oficialmente, nesta segunda-feira (11), o Tesouro Reserva. A nova modalidade de investimento da plataforma Tesouro Direto permite aplicações a partir de R$ 1 e possui rentabilidade atrelada à taxa básica de juros do país.
O produto financeiro chega ao mercado como uma alternativa mais simples e previsível à poupança e aos modelos oferecidos pelos bancos comerciais.
O novo título se diferencia do tradicional Tesouro Selic pela simplificação estrutural e não traz a complexidade da marcação a mercado. Na prática, o valor aplicado não sofre oscilações diárias, o que protege o montante recebido pelo investidor em caso de resgate antecipado.
O sistema permite aplicar e resgatar o dinheiro a qualquer hora do dia em todos os dias da semana com a possibilidade de transferência via PIX. O vencimento oficial do papel ocorre em três anos, mas a retirada pode ser efetuada a qualquer momento sem descontos.
O rendimento do novo produto acompanhará a Selic, atualmente fixada em 14,50% ao ano, embora ainda não tenha sido detalhado se a rentabilidade será equivalente a 100% da taxa. O Ministério da Fazenda informou que o produto foi criado para a formação de reserva financeira “com foco em simplicidade e previsibilidade”.
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, reforçou que a nova modalidade mira o perfil de quem “quer rentabilidade, mas também quer segurança” ao apostar em 1 título de baixo risco.
A fase de testes e a liberação integral, iniciada na última quinta-feira (7), ocorreram de forma exclusiva para os clientes do Banco do Brasil. A oferta do título em outras instituições financeiras dependerá da adesão e da implementação tecnológica de cada banco.
O fluxo de aplicação exige que o usuário acesse a área do Tesouro Direto no aplicativo de investimentos, selecione a nova categoria, defina o valor e confirme a operação. Especialistas apontam que a praticidade do Tesouro Reserva cria uma concorrência direta com as opções tradicionais de renda fixa.
Os populares Certificados de Depósito Bancário funcionam como um empréstimo do cliente ao banco em troca de juros, enquanto as Letras de Crédito Imobiliário e as Letras de Crédito do Agronegócio financiam setores específicos e costumam garantir isenção de imposto de renda para pessoas físicas.
O novo título público também disputa espaço com as caixinhas digitais, ferramenta em que o banco organiza e aplica automaticamente o dinheiro do correntista em investimentos voltados para objetivos específicos.