Ex-atriz da Globo abandona carreira na televisão para virar delegada

Ex-atriz da Globo abandona carreira na televisão para virar delegada

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Redação Alô Alô Bahia

Reprodução

Publicado em 23/03/2026 às 15:28 / Leia em 2 minutos

A ex-atriz Mônica Areal mudou de carreira e passou a atuar na área de segurança pública após ganhar notoriedade na televisão. Conhecida por interpretar a recepcionista Tininha em Malhação, ela atualmente é delegada no Rio de Janeiro.

À frente da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Mônica afirmou que mantém boas lembranças do período em que trabalhou como atriz. “Acho muito divertido. Guardo a época em que eu era atriz no coração. Não tenho vergonha nenhuma desse período, muito pelo contrário”, disse em entrevista ao jornal O Globo.

Na conversa, a delegada relatou que a experiência na polícia alterou sua percepção sobre a sociedade, especialmente ao lidar com casos de violência. “No início, eu era muito ingênua sobre a maldade humana, achava que todo bandido era vítima da sociedade. Minha realidade era outra. Na polícia, estamos acostumados a lidar com situações muito bizarras e dolorosas”, contou.

Mônica Areal como Tininha (à esquerda) e atuando como delegada (à direita)

Ela também destacou a complexidade dos casos de violência doméstica atendidos pela unidade. “O agressor de violência doméstica não é um criminoso comum. Ele conhece profundamente a vítima, o que o torna mais fácil de identificar, mas também mais perigoso”, afirmou.

Segundo Mônica, a delegacia recebe ocorrências variadas, muitas delas envolvendo vítimas em situação de grande vulnerabilidade. “Lidamos com vítimas muito fragilizadas, como as de estupro, e com dinâmicas familiares complexas. Acontecem coisas surreais”, disse.

A delegada acrescentou ainda que, embora a unidade seja voltada ao atendimento de mulheres, também há registro frequente de casos envolvendo crianças. “E, apesar de ser uma delegacia especializada em mulheres vítimas, também atendemos a muitos casos de crianças, principalmente meninas, vítimas de violência sexual”, concluiu.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia