Mercado imobiliário baiano cresce 41% e inicia 2026 com imóveis compactos em alta

Mercado imobiliário baiano cresce 41% e inicia 2026 com imóveis compactos em alta

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Ranimiro Lotufo Neto

Publicado em 20/03/2026 às 11:28 / Leia em 3 minutos

O mercado imobiliário baiano começou 2026 em ritmo acelerado, com indicadores que reforçam o bom momento do setor. Dados apresentados pela Ademi-BA mostram que, apenas em janeiro, o Valor Geral de Vendas (VGV) na Região Metropolitana de Salvador cresceu 41% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o número de unidades comercializadas avançou 32%.

O desempenho ganha ainda mais relevância quando observado em uma janela mais ampla: em dois anos, o VGV saltou de R$ 213 milhões, em janeiro de 2024, para R$ 529 milhões em janeiro de 2026, acumulando uma alta de 148% e evidenciando a valorização consistente do mercado imobiliário no estado. O cenário acompanha uma tendência já percebida recentemente, com Salvador consolidando-se como um dos principais polos do setor no país, impulsionado pela demanda aquecida e pela confiança dos compradores,

A pesquisa, encomendada pela entidade e realizada pela Brain Inteligência Estratégica, também aponta crescimento no ritmo de lançamentos. Foram 1.400 unidades colocadas no mercado em janeiro, alta de 20% em relação a 2025, enquanto o Valor Geral de Lançamentos (VGL) chegou a R$ 736 milhões, avanço de 30%.

O perfil dos imóveis vendidos revela mudanças claras no comportamento do consumidor. As unidades compactas, como studios e apartamentos de um quarto, lideraram as vendas, com 48% do total, refletindo a busca por praticidade, localização estratégica e melhor custo-benefício, especialmente entre jovens profissionais e investidores. Ao mesmo tempo, os imóveis econômicos representaram 29% das vendas, enquanto o segmento de médio padrão, com unidades de dois e três quartos, respondeu por 23%, atraindo famílias e compradores em busca de mais espaço sem abrir mão da viabilidade financeira.

Esse movimento de diversificação ajuda a explicar o bom desempenho do setor, que consegue atender diferentes perfis de público. No topo da pirâmide, o mercado de alto padrão segue em evidência, mesmo com menor oferta, sustentando preços elevados por metro quadrado em Salvador, um fenômeno que reforça o posicionamento da capital baiana entre os mercados mais valorizados do Nordeste.

Para o presidente da Ademi-BA, Cláudio Cunha, os números refletem um setor cada vez mais estruturado. Ele avalia que o desempenho de janeiro é resultado de um trabalho contínuo e estratégico, destacando a maturidade do mercado, a capacidade de absorver novos empreendimentos e a confiança do consumidor como fatores determinantes para o crescimento.

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