BYD Dolphin Mini usado: desvalorização do elétrico é a menor da categoria

BYD Dolphin Mini usado: desvalorização do elétrico é a menor da categoria

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação

Publicado em 12/03/2026 às 15:41 / Leia em 3 minutos

O mercado automotivo brasileiro passou a contar com um carro 100% elétrico entre os modelos mais vendidos do país. Em fevereiro, o BYD Dolphin Mini registrou 4.874 emplacamentos e alcançou a 10ª posição no ranking de automóveis de passeio, mantendo também a liderança entre os veículos movidos exclusivamente a bateria. As informações são do portal Uol.

Diferentemente de alguns modelos que têm parte relevante das vendas direcionadas a locadoras ou frotistas, o hatch elétrico da BYD tem a maior parte das unidades comercializadas no varejo. Segundo dados do setor, apenas 1,4% dos emplacamentos nos dois primeiros meses do ano foram realizados por meio de vendas diretas.

O modelo completou dois anos de presença no mercado brasileiro, período que também permite observar seu desempenho no mercado de usados. Em 2024, foram emplacadas 21.945 unidades em dez meses, com média mensal de 2.195 veículos. No fechamento do ano, o total chegou a 32.490 unidades, elevando a média para 2.708 por mês.

Nos dois primeiros meses de 2026, o ritmo de vendas aumentou novamente, com média mensal de 3.857 emplacamentos. Ao todo, mais de 62 mil unidades do veículo já circulam no país.

Desvalorização

Lançado no Brasil por cerca de R$ 116 mil, o BYD Dolphin Mini modelo 2024 tem atualmente valor médio de R$ 98,8 mil na tabela de referência do mercado de usados. Na prática, quem adquiriu o carro no lançamento e decide vendê-lo hoje teria uma perda aproximada de R$ 17 mil em valores absolutos.

Entretanto, há poucas unidades 2024 disponíveis. A maioria dos carros usados corresponde ao modelo 2025, com valor médio de R$ 104,9 mil, aproximando o preço dos seminovos dos veículos zero-quilômetro, hoje avaliados em cerca de R$ 119 mil na versão GL e R$ 120 mil na versão GS.

Comparação com outros modelos

Quando comparado a veículos a combustão que tinham preço semelhante há cerca de dois anos, o elétrico apresenta nível de desvalorização menor que a de concorrentes tradicionais.

Um Chevrolet Onix LTZ 2025, por exemplo, custava cerca de R$ 117,2 mil quando novo e hoje aparece com valor médio de R$ 98,3 mil. Já o Volkswagen Polo Comfortline 2025 foi lançado por aproximadamente R$ 113,7 mil e atualmente está avaliado em torno de R$ 99 mil.

Situação semelhante ocorre com o Hyundai HB20 Platinum Safety 2025, que custava cerca de R$ 119,4 mil e hoje aparece com valor médio de R$ 98,4 mil. No caso do Fiat Pulse Drive CVT 2025, o preço de lançamento era de cerca de R$ 114 mil, enquanto o valor atual gira em torno de R$ 98,8 mil.

Considerando a proporção entre o valor de compra e o preço atual, o Dolphin Mini 2025 mantém cerca de 90% do valor original. O Polo e o Pulse ficam em torno de 87%, enquanto o Onix mantém aproximadamente 84% e o HB20 cerca de 82%.

Embora a diferença entre os modelos seja pequena e possa variar conforme fatores como quilometragem, estado de conservação, cor e local de venda, os dados indicam boa aceitação do hatch elétrico tanto no mercado de veículos novos quanto no de usados. Isso também sinaliza a consolidação gradual dos carros elétricos no país.

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