O município de Monte do Carmo, no interior do Tocantins, deve entrar na rota da mineração com a implantação de uma mina de ouro avaliada em US$ 250 milhões — cerca de R$ 1,4 bilhão. O projeto é conduzido pela Hochschild Mining e tem previsão de implantação a partir de meados de 2026, segundo informações divulgadas pelo G1.
De acordo com o governo estadual, a expectativa é de geração de aproximadamente 2 mil empregos diretos e indiretos. Atualmente, o município tem cerca de 5,6 mil habitantes.
Fase do projeto
A mineradora informa que o empreendimento está em fase de revisão de engenharia, etapa que inclui detalhamento técnico da estrutura da mina e ajustes no plano de implantação. O início das obras depende da definição interna de investimentos da companhia.
No campo ambiental, o projeto já possui Licença de Instalação (LI), concedida pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). Também foram emitidas a Outorga de Direito de Uso de Recursos Hídricos e a Autorização de Exploração Florestal (AEF). Segundo o órgão, todas as licenças estão válidas.
Impacto econômico
Com Produto Interno Bruto (PIB) estimado entre R$ 296 milhões e R$ 398 milhões e cerca de 893 empregos formais, Monte do Carmo tem atualmente a economia baseada na agropecuária e no setor público. A remuneração média formal é de aproximadamente R$ 2,4 mil mensais.
A expectativa é que a mineração diversifique a base produtiva local e impulsione a economia regional.
Ouro na história
A relação do município com o ouro remonta a 1741, quando foi fundado como Arraial de Nossa Senhora do Carmo após a descoberta de jazidas na região. A origem é atribuída ao bandeirante Manuel de Sousa Ferreira.
Com área de cerca de 3,6 mil quilômetros quadrados, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Monte do Carmo pode voltar a ter sua trajetória marcada pela exploração mineral.