Vênus, Mercúrio, Saturno e Júpiter podem ser vistos a olho nu no céu noturno de todo o Brasil até o próximo sábado (28). O agrupamento aparente dos astros começou no dia 18 de fevereiro e não exige equipamentos profissionais para ser notado.
Além do quarteto, Netuno e Urano também compõem o cenário astronômico desta última semana do mês, mas só podem ser identificados com o auxílio de telescópios.
O evento é frequentemente descrito pelo público como um alinhamento planetário, mas a disposição não forma uma linha reta real no espaço tridimensional. O Observatório Nacional (ON) esclarece que a configuração visual é resultado da órbita dos planetas em torno do Sol em um plano comum, chamado de eclíptica. Essa organização orbital cria uma ilusão de perspectiva para os observadores terrestres.
A observação ideal do fenômeno exige um horizonte oeste livre de obstáculos físicos, como prédios e montanhas, e distante da poluição luminosa das áreas urbanas. O agrupamento começa a ficar visível logo após o pôr do Sol, por volta das 19h, e depende diretamente de um céu limpo e sem nuvens.
Vênus e Mercúrio aparecem muito próximos à linha do horizonte, posição que pode dificultar o contato visual. Saturno fica posicionado um pouco mais alto e permanece visível até as 20h, tendo Netuno nas suas proximidades. Júpiter encerra a formação visível a olho nu, com Urano situado entre ele e Saturno.