Localizada em Salvador, a Casa da Mulher Brasileira recebeu a visita do Ministério das Mulheres, com o objetivo de discutir o fortalecimento dos serviços prestados às mulheres vítimas de violência doméstica. A perspectiva é ampliar o atendimento às crianças, cujas mães são atendidas no equipamento. A atividade contou com representantes das gestões estadual e municipal, além de consultores técnicos do Ministério e equipe de infraestrutura.
“A visita do Ministério das Mulheres é muito importante para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Pensar nas crianças, que estão inseridas no ciclo da violência é fundamental, pois elas estão entre as mais vulneráveis nesse processo. Qualificar o atendimento significa ampliar a rede de cuidado e proteção para toda a família”, avaliou a secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Neusa Cadore.
Representando a Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres, Maura Souza falou sobre o projeto em andamento. “Nossa intenção é melhorar o atendimento, qualificar o serviço e as equipes, tornando o espaço mais acolhedor, lúdico e educativo, fortalecendo a autonomia e a proteção das mulheres e também das crianças que acompanham suas mães. A proposta inclui um diagnóstico sobre o atendimento infantil e o desenvolvimento de um projeto piloto de intervenção nas brinquedotecas das unidades, visando qualificar o serviço e ampliar a proteção integral”, afirmou.
Já a coordenadora estadual da CMB, Ana Clara Auto, destacou que o encontro permitiu apresentar a realidade cotidiana do atendimento na instituição. “Tivemos a oportunidade de compartilhar os desafios enfrentados no acolhimento dessas crianças, que também são impactadas pela violência. Essa troca técnica é essencial para aprimorar práticas, fortalecer a equipe e qualificar ainda mais os serviços prestados pela unidade”, pontuou.
Durante a visita, também foi feita uma avaliação das ações realizadas no período do Carnaval. Equipes da Secretaria das Mulheres que atuaram nas tendas “Oxe, me respeite” registraram atendimento a 203 mulheres que buscaram informações sobre os serviços da Casa da Mulher Brasileira.