A Festa de Iemanjá deste ano, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, foi marcada também por um momento de agradecimento dos pescadores locais após o retorno da pititinga, peixe tradicional da pesca artesanal da região que havia desaparecido das redes por mais de um ano.
De acordo com o diretor da Colônia de Pescadores, Nilo Silva Garrido, o sumiço da espécie mobilizou a comunidade, que durante a celebração do ano passado pediu a Iemanjá e a Deus pelo retorno do peixe. Segundo ele, o pedido foi atendido.
“Sumiu um peixe nosso aqui, a pititinga, muito importante para os pescadores do Rio Vermelho. Ficou mais de um ano sem aparecer, algo que nunca tinha acontecido. No ano passado, pedimos que ela voltasse e, graças a Deus, voltou. Por isso, neste ano, resolvemos oferecer um presente”, afirmou.
A pititinga é um peixe de pequeno porte, bastante comum no litoral baiano e essencial para a subsistência e a renda dos pescadores artesanais da região. O desaparecimento temporário da espécie gerou preocupação entre os trabalhadores do mar.
Como forma de agradecimento, a Colônia de Pescadores preparou um presente especial para a celebração deste ano. Produzida pelo Terreiro Olufanjá, a oferenda consiste em uma imagem de um pescador em sua embarcação, simbolizando a relação da comunidade com o mar.
Segundo Nilo, a peça foi confeccionada com materiais biodegradáveis, reforçando a preocupação ambiental. “É de papel e madeira, tudo biodegradável, sem nada que polua o mar”, destacou.
A entrega do presente integra a programação da tradicional Festa de Iemanjá, que reúne milhares de devotos e visitantes no Rio Vermelho, com cortejos, rituais e embarcações levando oferendas ao mar ao longo do dia.