Novo sistema de rastreamento do Pix começa a valer nesta segunda (2); entenda

Novo sistema de rastreamento do Pix começa a valer nesta segunda (2); entenda

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Tiago Mascarenhas

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Publicado em 02/02/2026 às 10:51 / Leia em 2 minutos

O cerco contra fraudes financeiras ficou mais rígido nesta segunda-feira (2). Entrou em vigor a obrigatoriedade do suporte ao novo sistema de rastreamento do Pix, essencial para o funcionamento pleno do Mecanismo Especial de Devolução (MED) 2.0.

A ferramenta permite acompanhar o rastro do dinheiro roubado entre diferentes contas, visando aumentar a taxa de recuperação de valores para as vítimas.

A determinação abrange todas as instituições financeiras e de pagamento que operam a modalidade instantânea. Embora a vigência comece agora, o Banco Central estabeleceu um período de estabilização técnica até maio, prazo concedido para que bancos e fintechs realizem os ajustes finais em seus sistemas operacionais.

A principal evolução do MED 2.0 é a capacidade de combater a tática de “pulverização” de recursos. No modelo anterior, implementado em 2021, o bloqueio de valores limitava-se à primeira conta de destino.

Isso permitia que criminosos transferissem a quantia rapidamente para diversas outras contas, conhecidas como “laranjas”, impedindo a recuperação. Com a atualização, o sistema rastreia a movimentação e permite o bloqueio em qualquer etapa da cadeia de transferências.

Para o cliente, a mudança traz impactos práticos na usabilidade dos aplicativos. As instituições passam a ser obrigadas a oferecer um botão de contestação visível, permitindo que o usuário denuncie transações suspeitas sem a necessidade imediata de atendimento humano.

O mecanismo prevê bloqueio preventivo automático dos recursos e estipula um prazo de até sete dias para a devolução dos valores contestados.

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