Aulas de jump viram tendência nas academias e combinam diversão com alto gasto calórico

Aulas de jump viram tendência nas academias e combinam diversão com alto gasto calórico

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 08/11/2026 às 17:04

As aulas de jump, realizadas sobre minitrampolins ao ritmo de músicas animadas, vêm conquistando espaço nas academias como alternativa para quem busca melhorar o condicionamento físico de maneira dinâmica. A modalidade combina exercícios aeróbicos, movimentos coordenados e trabalho muscular, atraindo pessoas de diferentes idades e níveis de preparo físico.

Entre os principais benefícios estão a melhora da capacidade cardiovascular, do equilíbrio e da coordenação motora, além do fortalecimento das pernas, dos glúteos e da região abdominal. Dependendo da intensidade e das características de cada praticante, uma aula de 45 a 50 minutos pode proporcionar um gasto energético estimado entre 400 e 700 calorias.

Em entrevista ao Correio Braziliense, a educadora física Gabriele Gründmann, que trabalha com a modalidade há 11 anos, explicou que o perfil dos alunos se diversificou. Antes associado principalmente às aulas coletivas de ginástica, o jump passou a atrair pessoas com diferentes objetivos, inclusive aquelas que procuram atividades físicas mais prazerosas.

Outro diferencial é a superfície elástica do trampolim, que absorve parte do impacto dos movimentos. Isso, porém, não significa que o exercício seja livre de riscos para as articulações.

Segundo o ortopedista Sandro Lima Siqueira, docente do Idomed Iguatu, joelhos e tornozelos continuam recebendo cargas durante os saltos. Movimentos executados de maneira inadequada, aterrissagens com os joelhos estendidos e perda de equilíbrio podem aumentar o risco de lesões.

Quais cuidados são necessários?

Para quem pretende começar, a orientação é priorizar movimentos simples e saltos baixos, mantendo os joelhos levemente flexionados e alinhados aos pés. A intensidade deve aumentar gradualmente, conforme o condicionamento físico e a adaptação à modalidade.

Também é importante utilizar um minitrampolim em boas condições, instalado sobre uma superfície plana e estável, além de calçados adequados.

Pessoas com crises de vertigem, problemas importantes de equilíbrio ou lesões recentes nos joelhos, tornozelos e coluna precisam de avaliação individual antes de iniciar a prática. Gestantes também devem buscar orientação profissional, especialmente em fases mais avançadas da gravidez.

Dores persistentes, inchaço, sensação de instabilidade ou desconforto intenso após os exercícios são sinais de atenção e podem exigir avaliação médica.

Com orientação adequada, o jump pode ser uma alternativa para variar a rotina de exercícios, reunindo atividade cardiovascular, fortalecimento muscular e diversão em uma mesma aula.

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