O diretor e produtor Nilton Travesso, um dos pioneiros da televisão brasileira, morreu nesta sexta-feira (6), aos 92 anos. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O velório será realizado neste sábado (7), das 10h às 17h, na Funeral Home, no bairro da Bela Vista.
Em mais de sete décadas de carreira, Travesso passou pelos bastidores de atrações que marcaram diferentes gerações. Começou em 1953, na implantação da TV Record, onde dirigiu festivais de música popular brasileira e trabalhou em programas como “O Fino da Bossa” e “Família Trapo”.
Convidado por Boni, chegou à Globo em 1974 e ajudou a dar forma ao “Fantástico”. Foi no dominical que produziu “América do Sul”, registro de Ney Matogrosso gravado em meio à floresta e considerado um marco dos videoclipes na televisão brasileira. Na emissora, também participou da criação de “TV Mulher”, “Som Brasil” e “Balão Mágico”.
Na dramaturgia, ajudou a estruturar o departamento de novelas da Manchete, que produziria “Pantanal”, e participou da retomada das produções do gênero no SBT, com títulos como “Éramos Seis” e “As Pupilas do Senhor Reitor”. Em 2001, fundou uma escola de artes cênicas em São Paulo. Travesso deixa a esposa, Marilu Torres, dois filhos e cinco netos.