Mark Zuckerberg cria gado wagyu e angus com alimentação que inclui macadâmia e cerveja artesanal

Mark Zuckerberg cria gado wagyu e angus com alimentação que inclui macadâmia e cerveja artesanal

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Reprodução

Publicado em 05/11/2026 às 16:23

Conhecido por comandar a Meta, Mark Zuckerberg também dedica parte de seu tempo a um projeto distante do setor de tecnologia: a criação de gado das raças wagyu e angus em uma propriedade na ilha de Kauai, no Havaí. Aos 42 anos, o empresário, cuja fortuna é estimada em US$ 251 bilhões, aproximadamente R$ 1,33 trilhão, segundo a Forbes, desenvolve uma produção de carne de alto padrão com técnicas especiais de alimentação e manejo dos animais.

O projeto funciona no Ko’olau Ranch, complexo com cerca de 607 hectares, equivalente a mais de 1.500 acres. A proposta inclui o controle de todas as etapas da produção, desde o cultivo dos alimentos utilizados na dieta dos animais até a criação do rebanho. Entre os ingredientes oferecidos ao gado estão farinha de macadâmia e cerveja artesanal fabricada na própria fazenda.

A alimentação faz parte de uma estratégia inspirada em práticas tradicionais japonesas de criação do wagyu, raça conhecida pela distribuição de gordura entre as fibras musculares, característica chamada de marmoreio. Esse padrão contribui para a maciez e o sabor da carne, tornando os cortes bastante valorizados em restaurantes de alta gastronomia, onde podem alcançar preços de centenas de dólares por porção.

Produzir carne com essas características fora do Japão exige atenção à genética, à nutrição e às condições de manejo. Zuckerberg afirmou que considera o projeto o mais saboroso de seus empreendimentos pessoais e pretende alcançar um padrão de qualidade elevado, mantendo dentro da propriedade o cultivo dos insumos e a alimentação dos animais.

A plantação de macadâmias ocupa parte importante da operação, com atividades de colheita e processamento realizadas no próprio rancho. A rotina também envolve a família do empresário. Suas filhas com Priscilla Chan, de 41 anos, participam de atividades como o plantio de mudas e o manejo dos animais nas pastagens.

A iniciativa também provocou questionamentos de pesquisadores do clima e ativistas ligados à proteção animal. A pecuária de corte está entre as atividades associadas ao elevado consumo de água e à emissão de gases de efeito estufa, o que levou críticos a apontarem uma contradição entre o projeto e os discursos de grandes empresas de tecnologia sobre sustentabilidade e combate às mudanças climáticas.

A alimentação especial do rebanho, com macadâmia e cerveja artesanal, também foi criticada por ativistas, que consideram esse tipo de investimento um luxo desnecessário diante dos desafios ambientais. A pegada de carbono da carne bovina continua sendo apontada por organizações ambientais como um dos obstáculos para reduzir os impactos do aquecimento global.

O empreendimento está inserido em um complexo que recebeu investimentos superiores a US$ 270 milhões em aquisição de terrenos e obras. A propriedade inclui residências, estrutura de geração própria de energia e refúgios subterrâneos destinados à proteção da família e de convidados.

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