PL oficializa Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado em 2027

PL oficializa Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado em 2027

Redação Alô Alô Bahia

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Mateus Bonomi/Reuters

Publicado em 04/11/2026 às 15:04

O Partido Liberal (PL) oficializou nesta quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. Atual líder da oposição na Casa, ele foi escolhido durante reunião da legenda, realizada na sede do partido, em Brasília. A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027 e deve ser disputada também pelo atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição, e pela senadora Tereza Cristina (PP-MS).

“Fui escolhido pelos nossos companheiros para representar a direita”, declarou Marinho após o encontro. O senador também afirmou que “oportunamente” estará junto com Tereza Cristina, em referência às articulações para uma possível união das candidaturas da oposição. Nos bastidores, partidos tentavam construir um acordo para evitar a divisão de votos entre os dois parlamentares e fortalecer uma candidatura única contra Alcolumbre.

Marinho conta com a confiança da família Bolsonaro e foi coordenador da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL). Para conquistar a presidência do Senado, precisará de pelo menos 41 votos. O PL terá 29 senadores em 2027, o que significa que o parlamentar precisará atrair outros 12 apoios. A estratégia da legenda inclui buscar votos de parlamentares de outras siglas, inclusive dissidentes de partidos que já sinalizaram apoio ao atual presidente.

Alcolumbre, por sua vez, já reúne manifestações favoráveis à reeleição de partidos com bancadas expressivas, como MDB, PSD e PT, além do União Brasil e do PP. Apesar disso, o atual presidente também considera a possibilidade de receber votos de integrantes do próprio PL.

Durante a reunião que oficializou sua candidatura, Marinho antecipou algumas das prioridades de uma eventual gestão, com destaque para pautas defendidas pelo bolsonarismo, como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O senador afirmou que sua presidência seria “a salvaguarda da Constituição” e relembrou a disputa de 2023, quando foi derrotado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG) na eleição para o comando do Senado. Na ocasião, o PL ficou fora do bloco vencedor e perdeu espaço na distribuição das comissões. Marinho criticou a decisão e afirmou que, se eleito, pretende garantir participação aos demais partidos, respeitando a proporcionalidade das bancadas.

Além do Senado, os partidos também se movimentam para a eleição da presidência da Câmara dos Deputados, marcada para 1º de fevereiro de 2027. O atual presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), articula sua reeleição e conta com o apoio de um bloco de 15 partidos, que reúne 361 deputados, incluindo o PT e outras legendas da base do governo Lula. O PL, que terá a maior bancada da Câmara em 2027, com 121 deputados, ainda não definiu seu posicionamento.

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