Do sertão da Bahia à USP: filho de ajudante de pedreiro e trabalhadora da limpeza se forma em Medicina

Do sertão da Bahia à USP: filho de ajudante de pedreiro e trabalhadora da limpeza se forma em Medicina

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação

Publicado em 02/11/2026 às 12:51

Otoniel Souza cresceu em Euclides da Cunha e celebrou a conquista ao lado dos pais, naturais de Canudos

O baiano Otoniel Souza, criado em Euclides da Cunha, no sertão da Bahia, celebrou a conclusão do curso de Medicina na Universidade de São Paulo (USP) com uma homenagem às suas origens e à trajetória de sua família.

Filho de um ajudante de pedreiro e de uma trabalhadora da limpeza, ambos naturais de Canudos, Otoniel compartilhou nas redes sociais uma reflexão sobre o significado da conquista e o caminho percorrido até a universidade.

Na fotografia que acompanha a publicação, ele aparece ao lado dos pais e de duas bandeiras: a de Canudos, município onde eles nasceram, e a de Euclides da Cunha, cidade onde passou a infância, estudou e construiu suas primeiras referências.

“Há anos espero por este momento. E, olhando para esta fotografia, penso em tudo o que ela representa, em tudo o que foi necessário para chegar até aqui e, principalmente, em todos aqueles que fazem parte desta conquista”, escreveu.

Otoniel também destacou o orgulho de sua identidade sertaneja e a importância de reconhecer a história da família.

“Sou filho do sertão da Bahia, de pais canudenses, de um ajudante de pedreiro e de uma trabalhadora da limpeza”, afirmou.

Ao comentar o significado das bandeiras, explicou que elas representam muito mais do que os municípios de origem da família.

“Não são apenas bandeiras: são territórios, histórias e identidades que me constituíram e que faço questão de carregar e enaltecer, com imenso orgulho, por onde quer que eu vá”, declarou.

Na publicação, Otoniel também relembrou a história de Canudos e a resistência da população sertaneja, ressaltando a importância de preservar a memória das comunidades que enfrentaram desigualdades e exclusão social.

A formatura representa um marco na trajetória do baiano, que fez questão de dividir o momento com os pais e valorizar as raízes familiares.

 

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