A rapper baiana Duquesa usou seu perfil no Instagram nesta quinta-feira (22) para explicar por que não votou no primeiro turno das eleições, após receber críticas nas redes sociais. Apoiadora de Lula (PT), a artista afirmou que enfrentou dificuldades para transferir a documentação eleitoral para São Paulo, onde mora atualmente, e não conseguiu viajar à Bahia. Ela tinha sido alvo de críticas por ter vindo a público a informação de que, embora seja uma voz bastante ativa nas redes sociais em temas políticos, a artista feirense se absteve do voto no último dia 4 de outubro.
“Entendo a cobrança de vocês, concordo e respeito. Infelizmente tive problemas na transferência de documentação para o estado de São Paulo e não consegui ir para o meu estado no primeiro turno. Fiquei impedida de votar”, escreveu. “Até o segundo turno vou sim falar sobre Lula, incentivar voto para o PT e compartilhar informações relevantes.”
Duquesa também relatou como se sentiu com a situação e destacou sua participação na campanha. “Eu fiquei chateada, triste e com vergonha também, confesso. Mas dediquei todos os dias que pude para somar aqui nas redes e nas ruas para virar voto! E é isso que vou fazer até domingo.” Em seguida, fez um apelo: “E para vocês que não puderam ou voluntariamente não quiseram ir às urnas no primeiro turno, VOTE NO SEGUNDO TURNO.”

Duquesa se defende e se justifica nas redes sociais. Imagem: Reprodução / Instagram
Confira:
Em outra publicação, a cantora reforçou que continuará se posicionando. “E não vou deixar de falar sobre tudo é relevante porque EU fiquei impossibilitada de votar no primeiro turno. Tô tão chateada quanto vocês, não foi um ‘não quis’ foi um ‘não pude’.” Ela acrescentou: “E continuem cobrando mesmo TODAS AS PESSOAS para ir votar no segundo turno. E nem vou deixar de apoiar O LULA! O meu voto conta mas o SEU TAMBÉM!”
O assunto começou a ganhar tração após informações sobre artistas que não votaram no primeiro turno virem à tona. Em levantamento com dados da Justiça Eleitoral, o Poder360 identificou justificativas de ausência aceitas de Anitta, Fábio Porchat e Bruno Gagliasso, além de títulos cancelados de Luana Piovani, Matuê, Cellbit e Marrone. Os nomes incluem apoiadores tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro (PL)