A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (21), identificou mudanças no comportamento eleitoral dos beneficiários do Bolsa Família na disputa presidencial de segundo turno. Entre esse grupo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou de 60% para 62% das intenções de voto em uma semana, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) recuou de 31% para 27%. No segmento que não recebe o benefício, os percentuais permaneceram estáveis.
A maior alteração apareceu na chamada pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem receber previamente os nomes dos candidatos. Entre os beneficiários do programa, a parcela de eleitores que não indicaram uma preferência mais que dobrou, passando de 7% para 19%. Entre os não beneficiários, o índice subiu de 8% para 12%.
O levantamento também mediu qual cenário provoca maior preocupação entre os eleitores: a continuidade do governo Lula ou um retorno da família Bolsonaro ao poder. Entre os beneficiários do Bolsa Família, 63% disseram temer mais a volta da família de Flávio Bolsonaro, enquanto 23% apontaram a continuidade do lulismo. Na semana anterior, os percentuais eram de 58% e 29%, respectivamente.
As taxas de rejeição também apresentam diferenças entre os grupos. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 68% dos beneficiários do programa, contra 48% entre os demais eleitores. No caso de Lula, a rejeição é de 27% entre quem recebe o benefício e chega a 53% entre os que não recebem.
A pesquisa Quaest entrevistou 2.154 eleitores entre 17 e 20 de outubro. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-08535/2026, tem margem de erro geral de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.