Conheça Diana, a golden retriever de 3 anos que leva alegria a crianças internadas em hospital de Salvador

Conheça Diana, a golden retriever de 3 anos que leva alegria a crianças internadas em hospital de Salvador

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Esther Morais

Divulgação

Publicado em 19/10/2026 às 17:11

Um encontro com uma cadela pode transformar o dia de uma criança que passa horas ou até dias em um hospital. Na Maternidade e Hospital da Criança Deputado Alan Sanches, no bairro da Federação, em Salvador, Diana, uma golden retriever de 3 anos, tem uma missão especial: levar carinho, brincadeiras e momentos de descontração aos pequenos pacientes.

Ao lado de Lútche, um border collie que também participa das atividades, Diana integra o Projeto Caralâmpia, que promove visitas de cães preparados para interagir com pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. Na unidade municipal, as atividades acontecem periodicamente na área de internamento infantil e buscam contribuir para o bem-estar e tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor.

Preparação começou ainda filhote

Diana começou a ser preparada para esse trabalho ainda filhote. Segundo Kíssia Minelli, psicóloga do Serviço Assistido por Cães (SAAT), a golden retriever foi selecionada em um canil que realiza avaliações de temperamento e saúde. Ela chegou à casa de sua tutora, Maria Luiza, quando tinha 75 dias de vida.

Desde então, passou por um processo de habituação, dessensibilização e treinamento voltado aos serviços assistidos por animais. O trabalho foi realizado com base no adestramento positivo e acompanhado por profissionais especializados em comportamento animal.

Ao completar 2 anos, Diana foi submetida ao Teste do Cão Sociável, composto por sete etapas. A avaliação foi conduzida por uma juíza designada pela Confederação Brasileira de Cinofilia e pela Confederação Nacional de Adestramento. A aprovação garantiu à cadela um certificado para atuar no projeto.

Lútche também passou pelo mesmo processo e recebeu a certificação necessária para participar das visitas.

Como o cão ajuda as crianças?

No hospital, cada visita é planejada de acordo com as condições clínicas e o interesse dos pacientes. A equipe médica e os profissionais responsáveis pela atividade avaliam quem pode participar com segurança, respeitando as necessidades individuais das crianças.

De acordo com Sara Teixeira, gerente médica da maternidade, o contato com os cães pode servir como incentivo para pacientes que passam muito tempo internados e demonstram pouca disposição para sair do leito ou participar de outras atividades.

A experiência também pode produzir momentos emocionantes. Kíssia conta que uma criança que costumava permanecer no quarto aceitou sair para dar uma volta pelo corredor na companhia de Diana. Em outra ocasião, a psicóloga presenciou o choro de uma mãe ao perceber que a filha com paralisia cerebral estava sendo estimulada pela presença dos cães.

“Cada história que conhecemos na realização deste trabalho é única e marcante”, relata Kíssia.

Segundo a psicóloga, a equipe observa mudanças de humor e maior interação durante as atividades. Os animais também podem funcionar como uma ponte entre profissionais de saúde e pacientes, facilitando a aproximação e a participação das crianças nas propostas de cuidado.

Para que as visitas aconteçam, os cães passam por avaliações veterinárias e seguem protocolos sanitários, com vacinação, vermifugação e controle de parasitas em dia. Antes das atividades, recebem banho com xampu à base de clorexidina, produto indicado para uso animal.

O cuidado também inclui o bem-estar dos próprios cães. Segundo Kíssia, a carga de trabalho é limitada a três horas por semana, com no máximo uma hora por dia. Fora do hospital, Diana e os outros animais do projeto têm uma rotina que inclui passeios, brincadeiras, enriquecimento ambiental, contato com a natureza e momentos de lazer.

Dentro da unidade, as visitas podem ocorrer nos quartos de internação infantil que não sejam destinados a isolamento, além de áreas comuns, recepção e setores frequentados pelos funcionários. A entrada nas unidades de terapia intensiva (UTIs) é proibida.

A participação de cada criança depende de avaliação da equipe e de autorização dos responsáveis. Pacientes em isolamento de contato ou que apresentem condições que contraindiquem a atividade não recebem os cães.

Visita também ajuda profissionais da saúde

O benefício das atividades não se restringe às crianças. A presença de Diana e Lútche também desperta a curiosidade e o carinho de acompanhantes e profissionais, criando momentos de descontração em meio à rotina hospitalar.

O Projeto Caralâmpia realiza esse trabalho desde 2016. Para Kíssia, os resultados dependem de responsabilidade, estudo e preparo, tanto dos animais quanto dos profissionais que os conduzem.

Os cães também têm uma rotina compartilhada nas redes sociais. No perfil @diana_agolden, é possível acompanhar Diana dentro e fora do trabalho. O perfil @dogrootsbr também reúne conteúdos relacionados aos cães e às atividades.

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