Igor Cosso, de 35 anos, contou como assumir publicamente sua sexualidade transformou sua vida e a relação com o trabalho. Em entrevista à Quem, o ator, que se assumiu gay em 2020, relembrou o medo de sofrer preconceito e perder oportunidades profissionais, além de destacar a felicidade de poder viver abertamente seu relacionamento com o marido, o dançarino e coreógrafo Heron Leal.
Natural de Belo Horizonte, Igor se mudou para o Rio de Janeiro em 2009 para seguir carreira na televisão e, posteriormente, integrou o elenco de Malhação. “Quando eu comecei na televisão, em 2009, era uma época em que ninguém falava sobre isso. Era muito normal não falar. Não tinha essa representação que a gente tem hoje. Eu tinha muito medo de que o mercado parasse de me abraçar, de me convidar para os trabalhos”, contou.
A segurança para falar sobre o assunto veio após anos de experiências pessoais e profissionais. “Isso é algo que todo ator LGBT passa. Desde o medo do mercado não te abraçar mais até a reação das pessoas nas ruas. Só em 2020 eu me senti confortável para falar sobre isso. Depois de tantas coisas que eu vivi, eu falei: ‘Agora eu consigo’. E hoje é outra vida”, afirmou.

Igor Cosso ao lado do marido, o dançarino e coreógrafo Heron Leal. Imagem: Reprodução / André Nicolau
Casado com Heron desde junho deste ano, o artista explicou que a mudança também repercutiu em sua atuação. “Eu sou muito mais feliz sendo uma pessoa resolvida. Fico muito mais tranquilo sabendo que posso estar com o meu marido aonde eu quiser, sem ter nenhuma preocupação. Isso me faz ser uma pessoa melhor e consequentemente ser um ator melhor. Então, eu acho que não tem porque a gente. Acho que isso ficou no passado”, disse.
Igor também destacou o impacto da representatividade para novas gerações. “Alguns atores mais novos já vieram falar comigo sobre a importância de eu ter exposto a minha sexualidade. Assim como outros atores, que também vieram antes de mim, foram super importantes. Acho que hoje em dia não pode existir mais esse receio e esse medo da gente ser quem a gente é, porque é isso que nos torna mais felizes e nos torna melhores artistas, inclusive”, concluiu.