O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou nesta terça-feira (13) uma nova suspensão de publicações e da entrada de seguidores no canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Administrada pelo deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta depende de regularização perante a Justiça Eleitoral para retomar as atividades.
O canal deverá ter seu endereço formalmente informado ao tribunal, com comprovação no processo e cumprimento do prazo de 48 horas previsto nas regras eleitorais. Kassio também apontou que Lula poderá responder por eventual uso irregular da ferramenta.
No domingo (11), o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, havia revertido a primeira suspensão, solicitada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Ao liberar provisoriamente o funcionamento, Cueva manteve a proibição de conteúdos já considerados ilícitos e encaminhou a discussão ao plenário. A nova ordem também prevê fiscalização dos canais públicos ligados à candidatura de Flávio, sob os mesmos critérios. A Meta deverá remover conteúdos equivalentes aos atingidos por decisões judiciais em vigor.
Na segunda-feira (12), técnicos do TSE relataram não ter localizado as afirmações denunciadas nas publicações analisadas entre 2 e 11 de outubro. Ressalvaram, porém, que mensagens apagadas ou editadas deixaram lacunas na verificação.