Instrumentos musicais e máquinas de costura de uso doméstico ficaram mais baratos para entrar no Brasil a partir desta quinta-feira (1º). A mudança ocorre após o governo zerar o imposto de importação de determinados produtos, que antes tinham alíquotas de até 18% para instrumentos e 20% para máquinas de costura.
A medida está prevista na Resolução 926/2026, do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex), que incorporou ao sistema brasileiro decisões do Grupo Mercado Comum do Mercosul.
Instrumentos musicais
Para os produtos do setor musical contemplados pela resolução, a tarifa de importação, que era de 18%, foi zerada. A medida abrange instrumentos de corda acústicos e de sopro, além de microfones e outros itens enquadrados nos códigos tarifários estabelecidos pela Camex.
Entre os produtos beneficiados estão:
– violinos, violas e violoncelos;
– contrabaixos, violões, harpas e cavaquinhos;
– trompetes, trombones, tubas e trompas;
– bombardinos, gaitas e clarinetes;
– acordeons e flautas;
– microfones e outros equipamentos previstos na resolução.
Máquinas de costura
A mudança também contempla máquinas de costura classificadas como de uso doméstico. Nesse caso, a alíquota de importação caiu de 20% para zero. O benefício já havia sido adotado anteriormente de maneira temporária e restrita a determinadas cotas.
Com a nova regra, a redução se torna permanente e deixa de ter limite de quantidade. Apesar de destinadas ao uso doméstico, as máquinas também são utilizadas por pequenos negócios ligados à cadeia produtiva do setor têxtil.
Estados que mais importaram
Dados do ComexStat, sistema de estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram quais estados tiveram os maiores volumes de importação desses produtos em 2025.
No caso das máquinas de costura, São Paulo, Santa Catarina, Alagoas, Amazonas e Pernambuco aparecem entre os estados com maiores volumes. Já entre os instrumentos musicais, os principais importadores foram São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Goiás, Rio Grande do Sul e Rondônia.
Embora a Resolução 926/2026 tenha sido publicada no fim de junho, a redução das tarifas entrou efetivamente em vigor nesta quinta-feira (1º), passando a valer de forma definitiva.