Quem acompanhou “Sai de Baixo”, humorístico exibido pela TV Globo nos anos 1990, talvez se lembre de Caquinho, filho fictício de Caco e Magda, interpretado por Lucas Hornos. Aos 35 anos, o antigo ator mirim está longe dos estúdios de televisão e construiu uma trajetória profissional na música. Hoje, ele é vocalista da banda de metal Qohele, nome de origem hebraica que significa “aquele que reúne”. As informações foram publicadas pelo portal ABCMais.
Lucas entrou para o elenco fixo da comédia aos 9 anos e permaneceu na produção até 2000, período em que também participou de “A Turma do Didi”. A série estrelada por Miguel Falabella e Marisa Orth marcou a televisão brasileira, e o personagem Caquinho conquistou espaço entre os espectadores. Em 2008, o artista ainda voltou à atuação na série dramática “9mm: São Paulo”, exibida pela Fox Brasil. Depois desse trabalho, porém, passou a se dedicar à carreira musical.
Além de cantar, Lucas participa da composição das letras e da direção criativa do grupo. Em entrevista ao Gshow, em 2025, contou que gosta do próprio trabalho e que muitas composições representam desafios pessoais, funcionando, em algumas ocasiões, como uma espécie de cobrança dirigida a si mesmo. A mudança também se reflete na aparência: o cabelo comprido e a barba cheia substituíram a imagem do menino que aparecia na televisão.
Ao Gshow, o músico afirmou que deseja ser quem sempre quis desde a infância. Ele contou que, ao se olhar no espelho, reconhece o Lucas que imaginava ser desde os 5 anos. O visual, segundo seu relato, veio para ficar. Nas redes sociais, onde reúne pouco mais de quatro mil seguidores, compartilha registros de viagens, gravações e momentos com os integrantes da Qohele, mantendo uma rotina discreta em comparação com a exposição que teve na infância.
O contato com os antigos colegas de elenco também se tornou menos frequente. Segundo Lucas, a última reunião com o grupo completo ocorreu durante um especial em comemoração aos 20 anos de “Sai de Baixo”, quando Márcia Cabrita e Luís Gustavo ainda estavam vivos. Desde então, sua trajetória seguiu por outro caminho, com a música ocupando o lugar que antes pertencia às gravações de televisão.