Marcelo Serrado relembra últimas horas ao lado de Domingos Montagner antes da morte

Marcelo Serrado relembra últimas horas ao lado de Domingos Montagner antes da morte

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Heider Sacramento

Reprodução/Instagram

Publicado em 18/09/2026 às 11:57

A morte de Domingos Montagner ainda é uma das lembranças mais dolorosas da carreira de Marcelo Serrado. Dez anos após a tragédia, o ator recordou as últimas horas que passou ao lado do colega de “Velho Chico” e revelou a dimensão do choque ao se deparar com a notícia de que o amigo havia desaparecido no Rio São Francisco.

Em entrevista ao jornal O Globo, Serrado contou que havia convivido normalmente com Domingos pouco antes da tragédia. “Eu estava gravando com ele e, no dia anterior, tomando uma cerveja com ele. Depois estava numa lancha, procurando o cara”, relatou.

Domingos morreu em 15 de setembro de 2016, aos 54 anos, depois de desaparecer durante um banho no Rio São Francisco, em Canindé de São Francisco, em Sergipe. Na época, ele gravava a novela da Globo ao lado de Serrado.

Após as gravações, Domingos almoçou e entrou no rio acompanhado da atriz Camila Pitanga. Ao perceber a força da correnteza, ela alertou o colega. Os dois tentaram retornar para uma pedra, mas Domingos acabou sendo levado pela água. Camila ainda tentou alcançá-lo antes de pedir ajuda à equipe.

O corpo do ator foi localizado horas depois, preso entre pedras, a cerca de 18 metros de profundidade e 320 metros da margem, nas proximidades da Usina de Xingó, na divisa entre Sergipe e Alagoas. Ele deixou a mulher, Luciana Lima, e três filhos.

Uma perda que marcou Serrado

A lembrança de Domingos surgiu enquanto Marcelo Serrado falava sobre o livro e o documentário “Fora do Roteiro”, trabalhos em que revisita episódios importantes de sua vida. O ator também mencionou a morte da amiga Daniella Perez e a perda da mãe, em 2023.

Sobre Daniella, Serrado contou que sentiu culpa por estar viajando quando ela foi assassinada e classificou aquele período como devastador. Já a morte da mãe, que enfrentava Alzheimer, trouxe uma experiência prolongada de despedida.

O luto da Dani foi muito transformador porque eu era muito amigo dela”, afirmou. Sobre a mãe, disse que a perda continua presente: “Todo dia eu a vejo, e sinto presente em mim”.

As histórias fazem parte do relato pessoal que Serrado reuniu em “Fora do Roteiro”, revisitando perdas, memórias e momentos que atravessaram sua trajetória pessoal e profissional.

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