Canetas emagrecedoras no SUS: governo revela planos e explica como será distribuição

Canetas emagrecedoras no SUS: governo revela planos e explica como será distribuição

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 18/09/2026 às 11:28

Canetas emagrecedoras poderão ser oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde de forma responsável, após a conclusão de estudos e a definição de um protocolo clínico. A informação foi reforçada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante viagem ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Montes Claros (MG), nesta quinta-feira (17).

O ministro apresentou os primeiros resultados do trabalho desenvolvido pelo Ministério da Saúde para avaliar a incorporação dos medicamentos usados no tratamento da obesidade à rede pública. Segundo Padilha, o objetivo é garantir que o acesso aconteça com acompanhamento médico e para pacientes que realmente tenham indicação clínica.

“O Brasil é hoje o país com a maior diversidade de medicamentos registrados para o combate à obesidade, as chamadas canetas emagrecedoras. Já temos 14 produtos registrados. E isso derrubou o preço para a população. O que estava custando R$ 1,7 mil, R$ 2 mil, já está entre R$ 300 e R$ 400 na farmácia, aumentando o acesso”, afirmou.

Ainda de acordo com o ministro, a intenção do governo é transformar o acesso a esse tipo de tratamento em uma possibilidade dentro do SUS, mas sem tratar os medicamentos como uma solução estética ou de uso indiscriminado.

Estudos avaliam pacientes que poderiam evitar cirurgia

Durante visita à fábrica da Eurofarma, Padilha explicou que o Ministério da Saúde está acompanhando pacientes que já estavam na fila para cirurgia bariátrica. A proposta é avaliar se o tratamento com medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 pode ajudar no controle da obesidade em determinados casos e, eventualmente, evitar a necessidade do procedimento cirúrgico.

“Estamos avaliando pessoas que estavam na fila de cirurgia bariátrica para saber se o uso dessa medicação consegue controlar a obesidade sem a necessidade de cirurgia”, explicou o ministro.

Os estudos também analisam outros grupos de pacientes, incluindo pessoas com obesidade e problemas cardiovasculares. Outro foco é o acompanhamento de mulheres que já tiveram câncer de mama, para investigar se o uso da medicação pode ter impacto sobre o risco de retorno da doença.

“São pessoas que precisam do medicamento, com orientação médica. Vamos deixar pronto o protocolo para podermos disponibilizá-lo no SUS, em todo o Brasil, de forma responsável”, reforçou Padilha.

Como está o acesso às canetas pelo SUS

Apesar do anúncio, as canetas emagrecedoras ainda não estão disponíveis de forma ampla no SUS para todas as pessoas com obesidade. O governo está realizando estudos para avaliar segurança, eficácia, público-alvo e condições para uma eventual incorporação à rede pública.

Um dos trabalhos em andamento acompanha cerca de 250 pacientes com obesidade grave ou comorbidades relacionadas à doença. O estudo inclui pessoas que possuem indicação para cirurgia bariátrica e busca avaliar os efeitos do tratamento medicamentoso nesse grupo.

A expectativa do Ministério da Saúde é utilizar os resultados das pesquisas para definir um protocolo clínico que determine quais pacientes poderão ter acesso aos medicamentos, sempre com indicação e acompanhamento de profissionais de saúde.

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