Cinemas poderão ser obrigados a exibir campanhas sobre vacinação contra o HPV

Cinemas poderão ser obrigados a exibir campanhas sobre vacinação contra o HPV

Redação Alô Alô Bahia

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Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Publicado em 11/09/2026 às 16:09

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados quer tornar obrigatória a exibição de campanhas educativas sobre a vacinação contra o HPV nas salas de cinema. O Projeto de Lei 2138/26 prevê que o material seja apresentado antes do início de cada sessão.

A proposta é de autoria da deputada Fernanda Pessoa (PSD-CE). Segundo ela, os cinemas são espaços frequentados por diferentes públicos, especialmente jovens, que estão entre os principais grupos-alvo da vacinação contra o vírus.

“O cinema é um ambiente que reúne públicos diversos, mas especialmente os jovens, justamente o principal grupo-alvo da vacinação contra o HPV”

Dados do Ministério da Saúde atualizados no início de setembro apontam que a cobertura da vacinação contra o HPV havia chegado a 80,93% do público-alvo em 2026, formado por crianças e adolescentes de 9 a 14 anos.

Como funcionaria

Pelo projeto, os cinemas deverão exibir, antes de cada sessão, um material audiovisual educativo com duração mínima de 20 segundos.

A campanha deverá abordar informações sobre a prevenção de doenças relacionadas ao HPV, incluindo câncer do colo do útero, além de informar o público-alvo da vacinação e destacar que a vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O conteúdo será elaborado pelo Ministério da Saúde, com atualizações periódicas. A pasta também poderá firmar parcerias com entidades científicas e organizações da sociedade civil para a produção do material.

Punições

Os cinemas que não cumprirem a regra poderão receber advertência ou multa. Em caso de reincidência, o estabelecimento poderá ter as atividades suspensas temporariamente.

Próximos passos

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Cultura; Saúde; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

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