Após 30 anos, júri condena homem por planejar a morte do rapper Tupac

Após 30 anos, júri condena homem por planejar a morte do rapper Tupac

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução/Reuters

Publicado em 01/09/2026 às 08:41

Quase três décadas após um dos crimes mais famosos da história da música, a Justiça norte-americana chegou ao seu primeiro veredito. Um júri em Las Vegas condenou Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, por orquestrar o assassinato do ícone do rap Tupac Shakur, morto a tiros em 1996.

Davis foi considerado culpado pelo crime de homicídio com uso de arma letal e agora pode ser sentenciado à prisão perpétua. A decisão saiu na segunda-feira (31), após o júri deliberar por apenas três horas ao fim de um julgamento que se estendeu por nove dias e contou com o depoimento de 27 testemunhas.

A promotoria sustentou que o crime foi motivado por vingança. Segundo o procurador Binu Palal, Davis conseguiu uma arma e saiu “à caça” de Tupac e do empresário Suge Knight (cofundador da gravadora Death Row Records) horas depois de a dupla ter espancado o sobrinho de Davis.

O que pesou contra o réu foram as suas próprias palavras. O caso estava paralisado, mas foi reaberto depois que Davis começou a dar entrevistas em 2018 e publicou um livro de memórias, em 2019, detalhando o crime.

Ele confessou publicamente que estava no banco do carona de um Cadillac branco e que entregou a arma para um dos passageiros no banco de trás atirar no rapper.

Pela lei do estado de Nevada, participar do planejamento de um homicídio já é o suficiente para a condenação, mesmo que o réu não tenha puxado o gatilho. Até hoje, a polícia não confirmou quem fez os disparos. Os outros três homens que estavam no carro com Davis já morreram.

A defesa tentou desqualificar as confissões. O advogado Michael Sanft argumentou aos jurados que, tirando as falas do próprio cliente, a acusação não apresentou nenhuma prova física, como registros telefônicos ou imagens de câmeras de segurança, que provasse que Davis estava dentro daquele carro ou em Las Vegas no dia do crime. O argumento, no entanto, não convenceu o júri.

O desfecho do julgamento também reacende a memória sobre outra tragédia do hip-hop. Davis chegou a ser investigado pela morte do rapper The Notorious B.I.G., assassinado em Los Angeles em 1997.

Investigadores sempre trabalharam com a hipótese de que a morte de B.I.G. foi uma retaliação direta ao assassinato de Tupac. Esse segundo caso, no entanto, segue sem solução.

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