Com dia de sol ou céu nublado, seja durante a semana ou no fim de semana, é comum que moradores e turistas de Salvador frequentem as praias da capital com frequência. Antes de entrar no mar, no entanto, é preciso estar atento: nem todas as praias da cidade são consideradas próprias para banho.
Entrar em uma praia considerada imprópria para banho expõe o banhista a um alto risco de contrair doenças infecciosas e irritações, causadas pela presença de esgoto, alta quantidade de bactérias (Escherichia coli), vírus ou produtos químicos.
Por isso, o Alô Alô Bahia fez um levantamento dos trechos de Salvador que mais apareceram classificados como próprios para banho com base em mais de dez boletins de balneabilidade divulgados pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) neste ano. A análise considera os boletins semanais disponíveis até o momento.
Quais as praias “mais limpas”?
Entre os pontos que aparecem com frequência na classificação de próprios estão Stella Maris, Praia do Flamengo, Buracão, Ondina, Farol da Barra, Porto da Barra, Pituba, Piatã, Itapuã e Amaralina.
Stella Maris e Praia do Flamengo estão entre os pontos que mais apresentaram boas condições em diferentes semanas. A região da Barra também aparece com frequência, com trechos como Farol da Barra e Porto da Barra classificados como próprios nos boletins.

Ondina, Rio Vermelho, Buracão, Amaralina e Pituba também aparecem entre os locais que tiveram classificação própria ao longo do período analisado.
Na região de Itapuã, pontos como a própria praia e o Farol de Itapuã também aparecem nos boletins com classificação própria em diferentes semanas.
O resultado, porém, não significa que essas praias sejam próprias em todas as semanas. A classificação é atualizada regularmente e pode mudar conforme as condições encontradas nas amostras.
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O que significa uma praia estar própria para banho?
Segundo o Inema, balneabilidade é a qualidade da água destinada à recreação de contato primário. Isso significa situações em que há contato direto e prolongado com a água, com possibilidade de ingestão de uma quantidade significativa.
Na Bahia, o monitoramento é feito pelo Inema em 147 pontos distribuídos pela costa do estado. As amostras são coletadas semanalmente, pela manhã, em locais com maior concentração de banhistas.
Um dos principais indicadores analisados é a presença da bactéria Escherichia coli. De acordo com o instituto, a presença desse microrganismo na água evidencia poluição recente de origem fecal humana e/ou animal.
O Inema analisa um conjunto de amostras coletadas durante cinco semanas consecutivas. A partir das densidades de bactérias encontradas, os pontos podem ser classificados originalmente como Excelente, Muito Boa, Satisfatória ou Imprópria. Para facilitar a divulgação, as três primeiras categorias são agrupadas como Própria, enquanto a última aparece como Imprópria.
E quando a praia é considerada imprópria?
A classificação imprópria indica que o trecho não atende aos critérios estabelecidos para recreação de contato primário naquele período de avaliação.
A condição pode variar de uma semana para outra. Por isso, uma praia que aparece como própria em um boletim pode receber classificação diferente posteriormente.
O Inema também destaca a influência das chuvas nas condições da água. Após períodos chuvosos, o instituto recomenda evitar o banho, especialmente nas proximidades de saídas de esgotos, canais de drenagem e rios urbanos.
Nos boletins analisados, trechos como São Tomé de Paripe, Periperi, Penha, Bogari, Bonfim, Boca do Rio, Corsário e Patamares apareceram em diferentes momentos classificados como impróprios.
O Alô Alô Bahia procurou o Inema para saber ter acesso a um levantamento consolidado das condições de balneabilidade das praias de Salvador ao longo de 2026. O instituto, no entanto, informou que o levantamento conclusivo de todo o ano deve ser divulgado em dezembro. Até lá, a situação dos pontos monitorados continua sendo acompanhada semanalmente.