A escalação de Marina Ruy Barbosa para o longa-metragem de suspense “Antártida”, que chega aos cinemas no dia 17 de setembro, foi marcada por uma reviravolta nos bastidores.
Durante coletiva de imprensa no Festival de Gramado, a atriz surpreendeu ao revelar que, inicialmente, as chances de viver a protagonista Inês eram mínimas.
Quando foi contatada por um produtor de elenco para realizar o teste, o cenário não era favorável: já havia outra atriz praticamente definida para o papel da cientista.
O convite foi feito de forma transparente, deixando claro que a vaga estava quase preenchida, mas que a porta estava aberta caso ela quisesse tentar.
Marina decidiu arriscar. Na coletiva, a artista admitiu que entrou no processo seletivo conformada com a probabilidade de rejeição, confessando que realizou a audição “sabendo que provavelmente seria um ‘não'”.
A entrega diante das câmeras, contudo, alterou a rota da produção e garantiu a ela a posição principal.
Na trama, Inês é uma glacióloga que desembarca na estação de pesquisa da Antártida motivada pela oportunidade de se destacar em um segmento profissional historicamente comandado por homens.
A euforia da conquista, no entanto, desmorona rapidamente. Logo na sua primeira noite de isolamento no continente gelado, a pesquisadora sofre uma violência brutal, dando início a um pesadelo.
A exigência emocional de retratar uma violência tão sensível dentro de um enredo de suspense fez da personagem um divisor de águas na trajetória de Marina.
A atriz destacou que a densidade dramática do papel a forçou a sair de sua zona de conforto habitual, resultando em um processo de transformação pessoal que a marcou profundamente para além dos sets de filmagem.