Após acidente com caminhão, Casa do Benin é reaberta em Salvador nesta quinta-feira (6)

Após acidente com caminhão, Casa do Benin é reaberta em Salvador nesta quinta-feira (6)

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Jefferson Peixoto/Secom-PMS

Publicado em 05/08/2026 às 16:47 / Leia em 3 minutos

Fechada desde que teve a fachada atingida por um caminhão, em fevereiro, a Casa do Benin, no Centro Histórico de Salvador, será reaberta ao público nesta quinta-feira (6), às 17h. A reinauguração integra as comemorações pelos 40 anos da Fundação Gregório de Mattos (FGM) e a programação da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô).

Durante o período de fechamento, o equipamento cultural passou por obras de requalificação e restauro, que recuperaram tanto a estrutura do prédio quanto o acervo de arte afrodiaspórica.

A programação de reabertura inclui oficinas práticas, confecção de livretos e brinquedos artesanais, apresentações interativas inspiradas no “Dicionário Afro-Baiano Afrobeto” e lançamentos literários, entre eles o livro infantil “A poeta que rimou o mar”, de Mariana Paiva, em homenagem à escritora Myriam Fraga.

O espaço também recebe uma edição especial do projeto Patrimônio É…, com o tema “Memória Publicada”. A proposta é discutir a publicação de livros, pesquisas e acervos digitais como estratégia para preservar saberes tradicionais em diálogo com a oralidade, além de refletir sobre a escrita como ferramenta de democratização e valorização de identidades plurais. O encontro contará ainda com o lançamento de duas revistas do projeto.

A gerente de Equipamentos Culturais da FGM, Manuela Sena, ressaltou a importância da retomada das atividades da Casa do Benin, que reúne um dos principais acervos permanentes dedicados às culturas do Benin e da diáspora africana no Brasil.

“A restauração do acervo reafirma o compromisso com a preservação da memória e do patrimônio cultural, fortalecendo esse diálogo entre passado e presente. Acreditamos que as trocas culturais e o trabalho coletivo reforçam a ancestralidade e a ideia de comunidade, tornando a Casa do Benin um equipamento cultural cada vez mais relevante para Salvador e para a valorização das conexões históricas e culturais que unem nossos povos”, destaca a gestora.

Segundo Manuela, a proposta para os próximos anos é fortalecer a vocação da Casa do Benin como um espaço de preservação da memória e de diálogo com a produção artística contemporânea. “A partir de um acervo que preserva e celebra as culturas do Benin e de sua diáspora, queremos ampliar as possibilidades de encontro com as artes visuais contemporâneas, acolhendo novas linguagens, artistas e experimentações, sem jamais perder de vista as raízes que sustentam essa história”, diz.

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