Jovem com sinais por todo o corpo desabafa: ‘Acham que eu caí na lama’

Jovem com sinais por todo o corpo desabafa: ‘Acham que eu caí na lama’

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Reprodução

Publicado em 02/08/2026 às 11:49 / Leia em 3 minutos

Scarlett Clarke, estudante universitária de 20 anos, convive desde o nascimento com uma condição genética rara que cobre grande parte do seu corpo com manchas escuras. Moradora de Gloucestershire, na Inglaterra, ela contou que uma das perguntas que mais ouve de desconhecidos é se teria “caído na lama”, comentário que, segundo ela, ainda chama atenção por se repetir com frequência.

Em entrevista ao site What’s The Jam, Scarlett afirmou que também costuma despertar a curiosidade de crianças, mas encara essas abordagens de forma diferente. “Algumas pessoas perguntam se estou bem, pois acham que caí na lama. E algumas crianças vêm até mim em público e perguntam o que é aquilo tudo no meu corpo. Mas isso parte de uma preocupação e curiosidade genuínas, então não me incomoda”, relatou.

A jovem nasceu com manchas espalhadas principalmente pelas costas e pelas nádegas. Sem saber a origem da condição, a família viveu momentos de apreensão até que a madrinha encontrou, em uma revista, um anúncio de um especialista do Great Ormond Street Hospital voltado para bebês com esse tipo de marca de nascença. Após a avaliação, Scarlett recebeu o diagnóstico de nevo melanocítico congênito (NMC), doença genética rara caracterizada pelo surgimento de manchas escuras, muitas vezes com pelos, que podem atingir até 80% da superfície corporal.

Ao longo da infância, Scarlett encontrou apoio na organização beneficente Caring Matters Now, da qual hoje é embaixadora. A instituição oferece suporte a pessoas afetadas pelo NMC, promove ações de conscientização e financia pesquisas sobre a condição. Segundo a universitária, conhecer melhor o diagnóstico ajudou a enfrentar o preconceito e reduzir episódios de bullying. “Eu costumava andar com folhetos informativos sobre o assunto. Eu os entregava às crianças da escola se elas olhassem para mim de um jeito estranho ou perguntassem o que eu tinha no corpo. Com o tempo, as pessoas pararam de perguntar, pois eu já havia respondido a tudo o que precisavam saber. Muitas pessoas se isolam, mas ter o apoio da Caring Matters Now me ajudou a respirar fundo e seguir em frente. Consegui mostrar aos pais de crianças com essa condição que tudo dá certo e que elas poderão ter uma vida normal”, afirmou.

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