Nova temporada de “Àgbára Dúdú” mapeia terreiros da Bahia e de outros quatro estados

Nova temporada de “Àgbára Dúdú” mapeia terreiros da Bahia e de outros quatro estados

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

José Mion/Alô Alô Bahia

Hans Herold

Publicado em 28/07/2026 às 13:42 / Leia em 3 minutos

Uma produção baiana feita em parceria com comunidades de terreiro estreia nesta terça-feira (28), às 22h30, no Canal Futura e também ficará disponível no Globoplay. A segunda temporada da série documental “Àgbára Dúdú – Narrativas Negras” reúne 13 episódios que retratam a história do candomblé a partir do olhar de quem vive essa tradição, com destaque para terreiros e lideranças da Bahia.

Gravada em 14 terreiros distribuídos entre Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e Sergipe, a série percorre dez cidades, entre elas Salvador, Cachoeira, Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, e Lençóis, na Chapada Diamantina. O projeto apresenta relatos sobre ancestralidade, religiosidade, resistência e preservação da cultura afro-brasileira, reunindo nomes como Pai Reginaldo Flores, Dona Valdelice, representante do Jarê da Chapada Diamantina, Mãe Valnízia do Cobre e a Comunidade do Ilê Agboulá, além de sacerdotes e mestres de outros estados.

A produção é assinada por uma equipe majoritariamente baiana e formada por profissionais ligados às religiões de matriz africana. Entre eles estão a diretora e roteirista Silvana Moura, o diretor de fotografia Hans Herold, a produtora-executiva Sylvia Abreu e o produtor musical André T. O trabalho foi desenvolvido em colaboração direta com as comunidades retratadas e busca ampliar o conhecimento sobre a diversidade do candomblé e combater o racismo religioso.

Para Silvana Moura, que também é equede, a participação de pessoas pertencentes às comunidades de terreiro foi essencial para a construção da série. “É impossível pensar o Brasil sem a presença negra e foi dentro das comunidades-terreiros que valores, saberes, crenças e costumes foram preservados. Os terreiros são espaços de acolhimento, de amor e são fundamentais na formação da cultura e da identidade brasileira”, defende.

A diretora também destaca que a produção parte da perspectiva de quem vivencia essa realidade. “Àgbára Dúdú não observa os terreiros de fora: ele é realizado a partir de dentro das comunidades, por profissionais que vivem essa experiência como pertencimento, memória e continuidade”.

Lançada originalmente em 2020 durante a programação especial do Dia da Consciência Negra do Canal Futura, a série é resultado de uma pesquisa iniciada em 2015. A estreia da nova temporada acontece poucos dias após o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrados em 25 de julho.

Os novos episódios serão exibidos semanalmente, sempre às terças-feiras, às 22h30, no Canal Futura, com acesso também pelo Globoplay.

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