A onda de calor que atinge o Japão provocou um número recorde de atendimentos de emergência em Tóquio. Somente na quarta-feira (22), 453 pessoas foram encaminhadas a hospitais com sintomas relacionados às altas temperaturas, o maior registro desde o início da série histórica, em 2010. As informações são do portal Deutsche Welle.
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Tóquio, o volume de atendimentos de emergência também alcançou o nível mais elevado desde, pelo menos, 1963. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (23), em meio ao avanço da onda de calor que já deixou ao menos 14 mortos no país na última semana.
As autoridades japonesas classificaram a situação como um “desastre” e reforçaram o alerta para que a população mantenha a hidratação e utilize aparelhos de ar-condicionado sempre que possível.
Segundo um porta-voz da corporação, o aumento no número de pacientes acompanhou a elevação das temperaturas, que se intensificaram entre terça e quarta-feira. Na capital japonesa, onde vivem cerca de 14 milhões de pessoas, uma morte foi registrada em decorrência da onda de calor. Além disso, quatro pacientes seguem em estado crítico e outros 18 estão em estado grave.
Calor é tratado como “desastre”
A Agência de Gestão de Incêndios e Desastres informou que cerca de 11 mil pessoas precisaram de atendimento médico de emergência em todo o Japão na última semana devido a problemas relacionados às altas temperaturas. De acordo com o órgão, “não é exagero” classificar a atual onda de calor como um “desastre”, diante do elevado número de hospitalizações e mortes provocadas por insolação.
“As temperaturas vêm subindo desde meados de julho e o calor severo deve continuar em todo o país”, informou a agência de desastres.
Nesta quinta-feira, até o início da tarde, ao menos seis localidades registraram temperaturas superiores a 40 °C. Em outras três cidades, os termômetros marcaram 39,9 °C. A maior temperatura foi registrada em Hamamatsu, onde os termômetros chegaram a 41,1 °C.