Renato Machado, um dos nomes mais respeitados do jornalismo brasileiro, morreu nesta quinta-feira (16), aos 82 anos. Com mais de quatro décadas de carreira na TV Globo, o jornalista construiu uma trajetória marcada por coberturas internacionais, grandes reportagens e reconhecimento dentro e fora do país, incluindo uma indicação ao Emmy Internacional.
Após anos como correspondente da TV Globo na Europa, Renato retornou ao Brasil e passou a atuar como repórter especial do Globo Repórter. Foi nessa fase que participou da produção de reportagens de destaque, entre elas o programa “A arte como passaporte”, exibido em 2016 e indicado ao Emmy Internacional na categoria Atualidades.
A edição mostrou como projetos sociais voltados à música e à dança transformaram a vida de jovens em situação de vulnerabilidade. Em Heliópolis, em São Paulo, Renato apresentou o trabalho do Instituto Baccarelli, enquanto, em Nova York, acompanhou a trajetória de uma bailarina carioca formada em um projeto social da Mangueira que conquistou espaço nos palcos americanos.
Em entrevista concedida ao programa há seis anos, Renato destacou a importância do Globo Repórter em sua carreira.
“O Globo Repórter, na minha vida profissional, eu diria que tem um papel mais do que fundamental. Ele sempre esteve presente, em todos os momentos. E foi para o Globo Repórter que desenvolvi algumas reportagens das quais me lembro e que ficaram como exemplo para mim de trabalho, esforço coletivo e superação de dificuldades”, afirmou.