Escola promove oficina gratuita de bonecas pretas em Salvador

Escola promove oficina gratuita de bonecas pretas em Salvador

Redação Alô Alô Bahia

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Otávio Santos / Secom PMS

Publicado em 11/07/2026 às 19:23 / Leia em 2 minutos

Em celebração ao Julho das Pretas, a Escola Municipal da Engomadeira, em Salvador, realizou nesta sexta-feira (10) uma oficina gratuita de confecção de bonecas pretas voltada para mães de alunos e estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A iniciativa busca fortalecer a identidade negra, estimular a autoestima e valorizar a cultura afro-brasileira.

A ação também teve como foco incentivar o empreendedorismo e criar oportunidades de geração de renda para as participantes, além de reforçar o compromisso da rede municipal com a educação antirracista e a aplicação da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas.

A oficina começou com uma participação virtual da artesã cearense Irene Silva, que compartilhou sua trajetória profissional e falou sobre como transformou a produção de bonecas em fonte de renda. Em seguida, a professora Delamar Teixeira conduziu a atividade prática, ensinando o passo a passo da confecção das peças.

Mais de 30 pessoas participaram da oficina. Para a vice-diretora da unidade, Edvalda Pereira, iniciativas como essa ajudam a ampliar a representatividade e fortalecer a autoestima da comunidade escolar. “Na minha época, eu não me via representada. Vocês, que são mais novas, já cresceram vendo bonecas negras, mas eu não tive isso”, afirmou.

A coordenadora pedagógica Marilene Cajé de Araújo destacou que a atividade é ainda mais significativa por acontecer em um bairro majoritariamente negro. Segundo ela, ações desse tipo contribuem para que estudantes valorizem a própria identidade e combatam o preconceito.

Entre as participantes estava Mônica Costa, mãe de um aluno do 1º ano, que aproveitou a oportunidade para aprender uma nova habilidade. Já Regina Lúcia de Souza, de 58 anos, estudante da EJA, participou pela primeira vez de uma oficina do tipo e defendeu que iniciativas semelhantes sejam levadas a outras escolas da capital. “A representatividade faz diferença na formação de todos”, afirmou.

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