Anfavea estima que devem ser vendidos mais de três milhões de veículos novos em 2026

Anfavea estima que devem ser vendidos mais de três milhões de veículos novos em 2026

Redação Alô Alô Bahia

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Gabriel Moura

Divulgação

Publicado em 07/07/2026 às 18:04 / Leia em 3 minutos

As vendas de veículos no Brasil devem ultrapassar a marca de 3 milhões de unidades em 2026, segundo nova projeção divulgada nesta terça-feira (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Caso a estimativa se confirme, será o maior volume registrado desde 2014, representando crescimento de 12,1% em relação ao ano anterior.

A entidade também revisou para cima a expectativa de produção nacional, que deve alcançar 2,7 milhões de veículos, alta de 5,8%. Apesar do avanço, o ritmo da fabricação será inferior ao crescimento das vendas, cenário atribuído ao aumento das importações. “Sempre os resultados do emplacamento e da produção nacional caminham juntos. Mas este ano, o emplacamento será bem maior, reflexo do crescimento das importações. A produção cresce, mas proporcionalmente menos que o tamanho do mercado. Há um descolamento”, afirmou em entrevista ao jornal Extra o presidente da Anfavea, Igor Calvet, durante a apresentação dos novos números do setor.

No início do ano, a associação estimava que o mercado encerraria 2026 com 2,7 milhões de veículos vendidos. A revisão ocorreu após o desempenho acima do esperado no primeiro semestre, quando os emplacamentos de veículos leves registraram crescimento de dois dígitos em alguns meses. Entre janeiro e junho, foram licenciadas 1,42 milhão de unidades, o melhor resultado para o período desde 2014 e um avanço de 18,5% sobre o mesmo intervalo de 2025.

As importações tiveram papel decisivo nesse desempenho. No primeiro semestre, o Brasil recebeu 280 mil veículos importados, sendo 140 mil provenientes da China, volume 98,5% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Pela primeira vez, a entrada de veículos eletrificados, com 145,9 mil unidades, superou a de modelos movidos a combustão, que somaram 134,5 mil. Além disso, chegaram ao país 54 mil veículos montados pelos sistemas CKD e SKD, nos quais os automóveis são importados parcialmente desmontados.

Enquanto o mercado interno cresce, a expectativa para as exportações foi revisada para baixo. A Anfavea projeta que o Brasil embarque 462 mil veículos ao exterior em 2026, queda de 12,18%. A previsão anterior era de 532 mil unidades, o que representaria crescimento de 1,3%. Ao comentar o avanço dos veículos eletrificados, Igor Calvet destacou que a transformação tecnológica é inevitável, mas chamou atenção para a velocidade dessa mudança. “O que eu chamo a atenção é a rapidez dessa mudança. Para sistemas de produção complexos como o nosso é preciso de tempo. Talvez o setor automotivo nunca tenha passado por uma mudança tão rápida”, afirmou.

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