PGR pede que Flávio Bolsonaro seja ouvido por calúnia contra presidente Lula

PGR pede que Flávio Bolsonaro seja ouvido por calúnia contra presidente Lula

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Publicado em 06/07/2026 às 17:28 / Leia em 2 minutos

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta segunda-feira (6) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja ouvido no inquérito que investiga a suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parecer foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso.

No documento, Gonet afirma que o inquérito deve retornar à Polícia Federal para a realização do depoimento do parlamentar. Segundo o procurador-geral, a oitiva é considerada uma etapa importante da investigação, especialmente porque a legislação penal prevê a possibilidade de retratação em casos de crimes contra a honra.

“Remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena”, escreveu Paulo Gonet no parecer.

Entenda a investigação contra Flávio Bolsonaro

O inquérito apura uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X em 3 de janeiro deste ano, após a divulgação da captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.

Na postagem, o senador afirmou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas.”

A declaração motivou a abertura da investigação para apurar eventual prática de calúnia contra o presidente da República.

Polícia Federal concluiu inquérito

No mês passado, a Polícia Federal concluiu o inquérito e encaminhou o relatório final ao STF. No documento, os investigadores entenderam que Flávio Bolsonaro cometeu o crime de calúnia em razão da publicação feita nas redes sociais.

Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes analisar o parecer da Procuradoria-Geral da República e decidir sobre os próximos passos da investigação.

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