MPT apura reality show de Viih Tube com empregados; influenciadora alega crítica à escala 6×1

MPT apura reality show de Viih Tube com empregados; influenciadora alega crítica à escala 6×1

Redação Alô Alô Bahia

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Redação Alô Alô Bahia

Reprodução/Instagram

Publicado em 02/07/2026 às 19:47 / Leia em 3 minutos

A influenciadora digital Viih Tube utilizou o seu perfil no Instagram, nesta quinta-feira (2), para se pronunciar a respeito da enxurrada de críticas direcionadas ao “As Patroas”, reality show criado por ela e pelo marido, Eliezer, com a participação dos 11 funcionários da família.

A repercussão do caso ultrapassou as redes sociais e agora é alvo de um procedimento aberto pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Em uma sequência de vídeos, Viih Tube justificou a dinâmica do programa. De acordo com a influenciadora, a proposta era utilizar o formato para fomentar as discussões contra a jornada de trabalho na escala 6×1.

“A nossa intenção era chamar atenção para falar sobre a escala 6×1, que nós somos contra. Porém, eu não imaginava que tomaria a proporção que tomou”, alegou.

O projeto teve sua estreia na última terça-feira (30), sendo disponibilizado nas redes sociais do casal e no canal de Viih Tube no YouTube.

Contudo, após a onda de reprovação do público, o primeiro episódio foi retirado do YouTube, ficando indisponível na plataforma. Atualmente, o segundo episódio pode ser acessado exclusivamente no Instagram da influenciadora.

No vídeo de estreia que gerou revolta, a prova principal exigia que os funcionários procurassem moedas escondidas pela residência.

As gravações exibiram Viih Tube e Eliezer espalhando os objetos por diferentes ambientes, incluindo a sala, um lago artificial e locais como o lixo do banheiro e o interior do vaso sanitário.

Apuração das autoridades

A proporção tomada pelo reality show chamou a atenção das instituições trabalhistas. O Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo confirmou, em nota oficial enviada ao g1, que tomou conhecimento do conteúdo veiculado na mídia e abriu um procedimento para investigar os fatos.

O episódio também gerou uma reação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Embora não tenha citado nominalmente o casal de influenciadores, o órgão publicou um alerta em suas redes sociais ressaltando que expor trabalhadores a cenários de constrangimento ou humilhação pode ser caracterizado como assédio moral.

O tribunal reforçou que a Constituição Federal assegura a proteção à dignidade da pessoa humana e que condutas abusivas são passíveis de responsabilização pela Justiça do Trabalho.

“Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever”, declarou o TST em sua manifestação.

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