Novo galpão da Amazon em Salvador reflete boom dos centros logísticos no Brasil

Novo galpão da Amazon em Salvador reflete boom dos centros logísticos no Brasil

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

José Mion/Alô Alô Bahia

Julio Vilela/Amazon

Publicado em 01/07/2026 às 14:14 / Leia em 2 minutos

O mercado brasileiro de galpões logísticos vive um dos seus melhores momentos, impulsionado pela expansão do comércio eletrônico e pelos investimentos de gigantes como Mercado Livre, Shopee e Amazon. No primeiro trimestre deste ano, o setor registrou a ocupação de 1 milhão de m², o melhor resultado desde 2022, enquanto a taxa de vacância caiu para o menor nível da história, de apenas 6,4%.

O avanço do e-commerce tem sido o principal motor desse crescimento. Das dez maiores transações de locação realizadas no período, nove foram fechadas por empresas do segmento, que buscam estruturas cada vez mais modernas e estrategicamente localizadas para reduzir prazos de entrega e ampliar a capacidade operacional.

Nesse cenário, Salvador passou a integrar a estratégia nacional da Amazon. A empresa inaugurou um centro de distribuição na capital baiana e passou a oferecer entregas no mesmo dia para toda a Bahia, reforçando a importância do estado na malha logística da companhia.

A disputa entre as grandes plataformas também movimenta investimentos bilionários. A Shopee assinou o maior contrato de locação de galpões já registrado no Brasil, enquanto o Mercado Livre anunciou um aporte de R$ 500 milhões para um complexo logístico de 300 mil m². Desde o ano passado, a empresa lidera a expansão do setor, acumulando 1,19 milhão de m² em galpões locados, mais que o dobro da Shopee e seis vezes o volume ocupado pela Amazon.

A forte demanda também impactou os preços. O valor médio da locação de galpões aumentou R$ 5,47 por m² desde o primeiro trimestre de 2024, alcançando R$ 30,62/m².

Apesar do cenário favorável, o setor enfrenta desafios. Os juros elevados seguem pressionando novos investimentos e o conflito entre Irã e Israel já começa a afetar a cadeia logística global. Uma das principais empresas brasileiras do segmento estima que seus custos operacionais possam subir cerca de 10% nos próximos meses em função dos impactos da guerra sobre o transporte internacional.

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