Alunos de escola da Bahia criam inseticida ecológico de baixo custo para lavouras

Alunos de escola da Bahia criam inseticida ecológico de baixo custo para lavouras

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

José Mion/Alô Alô Bahia

Ascom/SECTI

Publicado em 29/06/2026 às 08:49 / Leia em 2 minutos

A infestação de pragas nas lavouras brasileiras provoca prejuízos expressivos ao agronegócio. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o problema pode reduzir em até 40% a produtividade agrícola, gerando perdas anuais de até R$ 60 bilhões no país.

Em busca de uma alternativa sustentável para esse desafio, estudantes do Centro Territorial de Educação Profissional do Médio Rio das Contas, em Ipiaú, desenvolveram um inseticida ecológico à base de pimenta malagueta (Capsicum frutescens) e alho (Allium sativum). O projeto foi criado pelos alunos Shemuel Café, Ana Júlia de Jesus, Maria Clara, Thales Emanuel e Ana Júlia Pinto, com orientação dos professores Lucas Santos e Francisca Jucá.

O grupo explica que a escolha dos ingredientes levou em conta suas propriedades naturais e a facilidade de acesso. “Utilizamos pimenta e alho por terem suas propriedades inseticidas e fungicidas naturais. Além disso, são acessíveis, de baixo custo e menos agressivos ao meio ambiente quando comparados aos produtos químicos”, afirmam os jovens.

A iniciativa surgiu a partir da preocupação com os impactos dos agrotóxicos sobre o meio ambiente e a saúde humana. Produzido com matérias-primas acessíveis, o inseticida se destaca por ser uma alternativa ecológica e de baixo custo para o controle de pragas.

Os primeiros testes apresentaram resultados positivos no combate à cochonilha (pequeno inseto sugador de seiva que ataca diversas plantas cultivadas e ornamentais), e a equipe já planeja ampliar as pesquisas. “O produto já apresentou resultados positivos no controle da cochonilha, o que reforça seu potencial de aplicação real no campo. Pretendemos ampliar os estudos, especialmente voltados ao combate de outras doenças, como a vassoura-de-bruxa, além de aprofundar os testes para validar ainda mais a eficácia”, garante o professor Lucas Santos.

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