Pesquisadora indígena baiana é homenageada na Embaixada da França com o Prêmio FLE Alumni

Pesquisadora indígena baiana é homenageada na Embaixada da França com o Prêmio FLE Alumni

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 26/06/2026 às 14:13 / Leia em 3 minutos

A pesquisadora indígena Adriana Fernandes Carajá, conhecida como Korã e natural de Jequié, no sudoeste da Bahia, foi uma das homenageadas na edição 2026 do Prêmio FLE Alumni. A cerimônia ocorreu durante os France Alumni Days, na Embaixada da França no Brasil, em Brasília.

A premiação reconhece ex-alunos do ensino superior francês que se destacam por suas contribuições acadêmicas e profissionais. Além do reconhecimento, os vencedores recebem uma bolsa de aperfeiçoamento em Français Langue Étrangère (FLE).

A entrega do prêmio foi conduzida pela presidenta da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), professora Denise Pires de Carvalho, em um evento promovido pela Embaixada da França, pelo Campus France Brasil e pela rede France Alumni.

Neste ano, os France Alumni Days tiveram como tema “Talents scientifiques au service de l’environnement”, reunindo pesquisadores e ex-alunos brasileiros com atuação voltada à cooperação científica entre Brasil e França.

Integrante do povo indígena Kariri Sapuyá, Adriana é doutoranda em Antropologia Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestre em Promoção da Saúde e Prevenção da Violência, enfermeira e servidora da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Entre 2023 e 2024, ela participou de um período de mobilidade acadêmica na Université Paris 8, na França, por meio do Programa Guatá.

A pesquisa de doutorado desenvolvida por Adriana tem como título “IWOWÓ: pelo caminho da encantaria: cosmopolítica dos encantados na produção de conhecimentos” e utiliza Jequié como um dos principais campos etnográficos.

O estudo investiga as relações entre encantaria, cosmopolítica e produção de conhecimentos a partir das epistemologias indígenas. O trabalho de campo é realizado junto a lideranças, comunidades tradicionais e casas de religião de matriz indígena e afro-brasileira no município baiano.

Segundo as informações divulgadas, a pesquisa destaca Jequié como um território relevante para a produção de saberes, memórias e práticas culturais relacionadas a debates contemporâneos da antropologia.

Para Adriana, a premiação também representa um reconhecimento ao potencial científico produzido a partir do interior da Bahia e ao crescimento da presença de pesquisadores indígenas em espaços de excelência acadêmica e cooperação internacional.

De acordo com a organização, o Prêmio FLE Alumni reafirma o compromisso das instituições francesas e de seus parceiros com a valorização de trajetórias acadêmicas de destaque e com o fortalecimento da colaboração científica entre Brasil e França.

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